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Investidores estrangeiros reduzem exposição às dívidas espanhola e italiana

Processo é contínuo e há risco de fuga se não ocorrer melhoria nas condições econômicas da Espanha e Itália, diz Fitch

Por Da Redação - 23 maio 2012, 09h02

A proporção de detentores estrangeiros de dívida pública espanhola e italiana diminui constantemente e esta tendência seguirá nos próximos trimestres, a menos que a situação de ambos os países seja modificada, indicou nesta quarta-feira a agência de classificação Fitch. “Os bancos, financiados com dinheiro barato pelo Banco Central Europeu, substituíram os investidores institucionais internacionais”, explica a agência em comunicado.

No caso da Espanha, a proporção de detentores estrangeiros de dívida pública alcançou 34% no primeiro semestre de 2012, contra os 40% no fim de 2011 e mais de 60% em 2008, segundo os cálculos da Fitch.

Na dívida italiana, a situação é um pouco diferente e a fuga dos investidores estrangeiros – que em 2008 representavam 50% dos detentores da dívida – é menos importante. Destaca-se ainda que na Itália o movimento começou mais tarde que na Espanha, no terceiro trimestre de 2011. “No entanto, a parte de não residentes detentores de dívida italiana caiu 32% (no primeiro trimestre de 2012) e continua caindo, embora o ritmo seja mais lento”, explica Fitch.

“A Fitch considera que existe um risco elevado de fuga (dos detentores estrangeiros) na Espanha e na Itália nos próximos trimestres, a menos que se forme uma base estável de investidores estrangeiros com vontade de se arriscar, ou que melhorem as perspectivas econômicas na Espanha e na Itália”, acrescenta a agência.

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(Com agência Reuters)

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