Investidores em criptomoedas diversificam mais a carteira e buscam mais informação, aponta pesquisa
Levantamento do Mercado Bitcoin mostra que quem investe em ativos digitais possui, em média, mais que o dobro de modalidades de investimento
Os investidores que possuem criptomoedas tendem a construir carteiras mais diversificadas e a buscar informações financeiras em um número maior de canais do que aqueles que não investem em ativos digitais. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo MB | Mercado Bitcoin, em parceria com a Opinion Box.
Segundo o levantamento, quem investe em criptomoedas aplica recursos, em média, em 5,2 produtos financeiros diferentes, enquanto os investidores que não possuem ativos digitais concentram seus investimentos em 2,4 modalidades, indicando uma carteira mais concentrada.
A pesquisa também identificou diferenças no comportamento de consumo de informação. Investidores em criptomoedas recorrem com mais frequência a podcasts, blogs especializados, portais de notícias e conteúdos digitais para acompanhar o mercado. Já quem não investe nesses ativos costuma buscar orientação principalmente com gerentes de banco, amigos e familiares.
Para Giresse Contini, diretor do MB | Mercado Bitcoin, a facilidade de acesso a conteúdos especializados tem contribuído para ampliar o conhecimento dos investidores sobre diferentes classes de ativos. “O mercado financeiro oferece hoje uma quantidade enorme de informação de qualidade, muito mais acessível do que há alguns anos. Existem portais especializados, podcasts, newsletters e perfis de analistas que traduzem os movimentos da economia de forma bastante didática. Quanto mais informação o investidor busca, maior tende a ser sua compreensão sobre diferentes classes de ativos e sua capacidade de construir uma carteira diversificada”, afirma.
Diversificação segue como estratégia
Segundo Contini, a diversificação continua sendo uma das principais recomendações para quem busca investir no longo prazo, independentemente do perfil de risco. “A diversificação não significa investir em tudo, mas distribuir o patrimônio entre diferentes classes de ativos para reduzir riscos e aproveitar oportunidades distintas. Esse é um princípio amplamente recomendado no mercado financeiro e vale para qualquer estratégia de longo prazo”, explica.
O estudo também mostra que o desconhecimento sobre o mercado de criptomoedas continua sendo uma das principais barreiras para novos investidores. Entre os entrevistados que não possuem ativos digitais, 56% afirmam desconhecer o Bitcoin ou dizem apenas ter ouvido falar sobre a criptomoeda, enquanto apenas 2% afirmam ter conhecimento aprofundado sobre o tema.
Essa percepção influencia diretamente a disposição para investir. Entre quem não possui criptomoedas, 77% acreditam que é necessário ter um alto nível de conhecimento para investir em ativos considerados mais voláteis. Além disso, 42% dizem ter dificuldade para encontrar informações sobre esse tipo de investimento. Entre os investidores em criptoativos, esse percentual cai para 27%.
Para Contini, o resultado reforça a importância da educação financeira para ampliar o acesso a novos produtos de investimento. “Muitas vezes, a barreira não é financeira, mas informacional. Quando o investidor entende como um produto funciona, seus riscos e seu papel dentro de uma carteira diversificada, ele consegue tomar decisões muito mais conscientes e equilibrar melhor sua estratégia.”
A pesquisa também aponta diferenças na forma como investidores analisam suas decisões financeiras. Quase metade dos investidores em criptomoedas (48%) afirma já ter calculado quanto deixou de ganhar por não ter investido antes em determinado ativo financeiro. Entre aqueles que não possuem criptoativos, esse percentual é de 35%.







