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Inflação voltará ao centro da meta dentro de um ano, diz BC

Segundo o diretor de Política Monetária, Carlos Hamilton de Araújo, a meta de 4,5% anualizada deverá ser atingida no 3º trimestre de 2013

Por Da Redação - 8 nov 2012, 13h48

Pelo cenário delineado pelo diretor de Política Monetária do Banco Central, Carlos Hamilton de Araújo, a inflação brasileira chegará ao centro da meta fixada pelo governo, de 4,5% em termos anualizados, no terceiro trimestre do ano que vem. Segundo o economista, o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) – indicador oficial de inflação – segue sua trajetória de convergência para este valor central, mas de forma não linear.

Ele lembrou que, ao longo deste ano, a inflação brasileira desviou um pouco do seu curso por causa do choque de oferta, sobretudo de commodities, com a seca nos Estados Unidos. Hamilton participou, nesta quinta-feira, do 1º Encontro Pernambucano de Economia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde o BC divulgou o Boletim Regional de Economia.

Ainda segundo o diretor, o cenário com o qual a autoridade monetária trabalha contempla o cumprimento em 2012 e 2013 da meta fiscal – que é a economia feita pelo governo para pagar os juros da dívida. No entanto, ele reconhece que, neste ano, a meta será fechada com ajuste – um eufemismo para os expedientes utilizados pelo Planalto para conseguir atingir este objetivo de maneira apenas contábil, e que o mercado apelida de “contabilidade criativa”.

Para 2013, segundo o diretor, a meta de superávit primário, de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) será atingida sem a necessidade de ajustes. Tanto o ministro Guido Mantega quanto o próprio BC já haviam reconhecido a necessidade de subterfúgios para cumprir a meta neste ano.

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Sobre a economia internacional, o diretor disse que o BC vê menos riscos de ocorrência de eventos extremos em decorrência de medidas adotadas pelos bancos centrais americano e europeu.

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Crédito – Araújo também previu que as operações de crédito deverão encerrar este ano com crescimento de 16%. Segundo ele, os empréstimos têm avançado a taxas superiores às do Produto Interno Brasileiro (PIB) nominal e que ainda há espaço para mantê-los como uma alavanca do crescimento.

Inflação – Ao abrir sua apresentação do Boletim Regional de Economia para o trimestre encerrado em agosto, Carlos Hamilton ressaltou a busca pela ampliação da transparência da autoridade monetária na divulgação de seus dados.

O diretor de Política Monetária lembrou ainda que, nos últimos oito anos, a autoridade monetária entregou a inflação conforme seus objetivos e reforçou a importância do regime de metas inflacionárias, adotado no Brasil em 2009. “Neste período, o regime de metas foi submetido a testes de estresses e foi aprovado com louvor”, destacou.

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(com Estadão Conteúdo)

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