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Inflação oficial desacelera em junho, diz IBGE

IPCA de junho fica em 0,08%, ante 0,36% registrado em maio. Dentre os setores, automóveis e energia pressionaram o índice para baixo

O item automóveis exerceu a mais forte pressão para baixo. Isso ocorreu em razão do IPI reduzido desde 21 de maio

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou junho em 0,08%, ante uma variação de 0,36% em maio, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que iam de uma taxa de 0,05% a 0,19%, e abaixo da mediana, de 0,12%. Até junho, o IPCA acumula altas de 2,32% no ano e de 4,92% em doze meses.

Automóveis – O grupo transporte foi o principal responsável pelo resultado do IPCA de junho, com -1,18% de variação e impacto de -0,24 ponto percentual.

O item automóveis exerceu a mais forte pressão para baixo. Isso ocorreu em razão do IPI reduzido desde 21 de maio, que levou a uma queda de 5,48% nos preços e impacto de -0,19 ponto. Influenciado pelos carros novos no mercado, os preços dos usados caíram 4,12%, provocando impacto de -0,07 ponto. Juntos, os mercados de carros novos e usados, somaram -0,26 ponto porcentual de impacto no índice

Os preços dos combustíveis (de -0,64% em maio para -0,51% em junho) permaneceram em queda, embora menos acentuada. O etanol apresentou variação de -1,24% (-1,34% em maio) e a gasolina ficou em -0,41% (-0,52% em maio).

Já a energia elétrica, com -0,67% contra alta de 0,72% em maio, exerceu importante influência no índice do mês. Várias regiões diminuíram o valor das contas, especialmente em Fortaleza, cuja queda chegou a 5,42% em razão da redução de tributos.

Nos eletrodomésticos ocorreu queda de 1,02% em junho, ante a alta de 0,46% em maio, reduzindo o grupo artigos de residência de 0,17% para -0,03%.

Caíram, ainda, os preços dos acessórios e peças para automóveis (de 0,06% para -0,48%), das motocicletas (de 0,50% para -0,42%) e do seguro voluntário (de 1,67% para -0,04%).

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Alimentos – Quanto aos alimentos, houve desaceleração em relação a maio, passando de 0,73% para 0,68%. O preço do feijão, que havia aumentado 9,10% em maio, apresentou queda de 1,63% em junho. Mesmo assim, a alta acumulada do ano é de 46,82% no ano, tendo em vista a menor oferta do produto, cuja safra foi prejudicada em função de problemas climáticos

Transporte público – Em contrapartida, as tarifas de transportes públicos tiveram alta. As dos ônibus urbanos aumentaram 0,87%, ante 0,07% do mês anterior, em razão do reajuste de 12,00% ocorrido em Salvador (9,60%) a partir de 4 de junho, e de 8,00% ocorrido em Goiânia (5,88%) a partir de 20 de maio.

INPC – Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – que mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados – subiu 0,26% em junho, após ter registrado alta de 0,55% em maio, segundo dados do IBGE. Com o resultado, o índice acumula altas de 2,56% no ano e de 4,90% nos doze meses encerrados em junho.

(com Agência Estado)