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Inflação na zona do euro desacelera em março

A alta de 1,7% (ante 1,8% de fevereiro) é o menor ganho anual desde agosto de 2010, quando o indicador registrou 1,6%

Enquanto no Brasil vivemos uma escalada inflacionária, na zona do euro a inflação ao consumidor desacelerou de 1,8% em fevereiro para 1,7% em março, de acordo com uma primeira estimativa do escritório de estatísticas da União Europeia, Eurostat, nesta quarta-feira. Esta é a menor alta dos preços desde o ganho de 1,6% registrado em agosto de 2010. O índice de preços ao consumidor (CPI) ficou em linha com as expectativas de economistas, que esperavam exatos 1,7% de alta.

Os preços de alimentos, álcool e tabaco foram os destaques da inflação na região, com crescimento de 2,7%, mas sem alteração em relação a fevereiro. Os três anos de crise que a região está imersa alimenta uma recessão na Europa que mina o consumo das pessoas e, consequentemente, diminui as pressões que levam ao aumento de preços, como a demanda por energia e o aumento de salários.

A desaceleração para 1,7% significa que a inflação permanece abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE) de 2% e pode motivar a instituição supranacional a cortar a já baixa taxa básica de juros da região. Autoridades do BCE vai se reunir na quinta-feira para discutir o assunto. Na reunião de março, o BCE decidiu manter a taxa de juros do euro em 0,75% ao ano.

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(com agência Reuters)