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Inflação na China registra alta de 4,9% em fevereiro

Índice ficou acima da expectativa dos analistas, que projetavam taxa de 4,8%

Por Da Redação 11 mar 2011, 09h02

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China subiu 4,9% em fevereiro, em relação ao mesmo mês do ano passado, informou nesta sexta-feira o governo do país. A taxa de inflação é a mesma registrada em janeiro, também na comparação anual. O número ficou acima da mediana das previsões dos economistas, que esperavam taxa de 4,8%.

Já o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) avançou 7,2% em fevereiro, em relação a fevereiro de 2010, ficando acima dos 6,6% de janeiro e dos 7% apontados pela mediana das previsões de economistas.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, prometeu fazer do controle da inflação a principal prioridade da política econômica em 2011. No sábado, em seu relatório de trabalho ao Congresso Nacional do Povo, o poder legislativo do país, Wen disse que o governo quer conter o CPI no limite dos 4% neste ano. Em 2010, o CPI subiu 3,3%, ultrapassando a meta de 3% que Wen havia fixado em seu relatório.

Investimentos – Em outra divulgação do dia, o setor de estatísticas do governo informou que o investimento em ativos fixos (FAI, na sigla em inglês) nas áreas não rurais da China – novo indicador que substitui o FAI urbano – subiu 24,9% no período janeiro-fevereiro, em comparação com igual intervalo de 2010. O FAI urbano teve alta de 24,5% em 2010, mas os dois indicadores não podem ser diretamente comparados.

A agência de estatísticas da China anunciou ter revisto a forma de compilar os dados do investimento em ativos fixos e da produção industrial. O órgão apresentou o FAI não rural, que abrange investimentos antes contabilizados no FAI urbano mais alguns outros investimentos, e elevou o tamanho mínimo das empresas e os projetos pesquisados durante a compilação dos dados do FAI e da produção industrial.

O aumento do FAI não rural ficou acima da mediana das previsões para o FAI urbano, de 23,5%, conforme pesquisa com economistas realizada antes do anúncio das mudanças pelo escritório de estatísticas.

(Com Agência Estado)

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