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Inflação faz a Pequim elevar em 20% o salário mínimo

É a segunda vez em seis meses que o governo reajusta em 20% os salários na capital

Por Da Redação 29 dez 2010, 08h36

A China determinou uma série de aumentos do salário mínimo este ano após uma onda de conflitos trabalhistas e de suicídios

O governo de Pequim decidiu aumentar em 20% o salário mínimo na capital, como resposta ao aumento persistente dos preços e à crescente disparidade de renda. O salário mínimo mensal em Pequim aumentará de 960 yuans (144 dólares) para 1.160 yuans (175 dólares) a partir de 1º de janeiro.

É a segunda vez em seis meses que o governo de Pequim concede um reajuste de 20%. O primeiro havia sido em julho.

A China determinou uma série de aumentos do salário mínimo este ano, após uma onda de conflitos trabalhistas e de suicídios, que ressaltaram o descontentamento dos trabalhadores de baixa renda. O aumento anunciado nesta quarta-feira acontece em um momento de ansiedade com a inflação, que, em novembro, chegou a 5% – o maior nível em dois anos.

Os preços dos alimentos subiram quase 12% em ritmo anual no mês passado. Os valores ligados ao setor da habitação também registraram alta, apesar dos esforços do governo para acalmar o setor imobiliário. Por temer a inflação, que no passado provocou conflitos sociais na China, as autoridades adotaram uma série de decisões de política monetária para conter a alta dos preços. No sábado, o Banco Central elevou as taxas básicas de juros pela segunda vez em menos de três meses. Na semana passada aumentou o compulsório dos bancos, com o objetivo de controlar a liquidez.

(Com agência France-Presse)

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