Inflação dos Estados Unidos sobe e reafirma redução de estímulos pelo Fed
Em novembro, taxa anualizada ficou em 6,8%, a maior alta em quase 40 anos; mercado já precifica três altas de juros no ano que vem
Depois de Jerome Powell, o presidente do Federal Reserve Bank, mudar seu discurso e afirmar que a inflação dos Estados Unidos é preocupante, como mostra reportagem de VEJA desta semana, o mercado esperava ansioso pelos dados sobre a alta de preços no último mês. E, de acordo com o Departamento dos Estados Unidos de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês), há motivos de sobra para crer que a fala de Powell foi acertada e o Fed em breve freará os estímulos monetários do país.
De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira, 10, pelo BLS, em novembro o índice de preços acumulou uma alta anual de 6,8%, a maior desde junho de 1982. No mês, a alta foi de 0,8%, ante crescimento de 0,9% no mês anterior, em dado revisado. “O aumento mensal de todos os itens com ajuste sazonal foi resultado de amplos aumentos na maioria dos componentes do índice, semelhantes ao que aconteceu no mês passado. Os índices para gasolina, abrigo, comida, carros e caminhões usados e veículos novos estavam entre os maiores contribuidores para a subida”, disse o BLS em nota. A energia encareceu 3,5% em novembro, enquanto a gasolina aumentou 6,1%. Já os alimentos subiram 0,7%, enquanto o índice de alimentação em casa cresceu 0,8%.
Já a inflação núcleo, que exclui combustíveis e alimentos, aumentou 4,9% no dado anualizado. No mês de novembro, a alta foi de 0,5% ante crescimento de 0,6% no mês anterior. “Abrigo, carros usados, caminhões e veículos novos, índices de móveis e custos domésticos, vestuário e passagens aéreas estão entre os que aumentaram”, disse o BLS. O índice de energia subiu 33,3 por cento no ano, enquanto alimentos aumentaram
6,1 por cento, os maiores em pelo menos 13 anos.
Pedido de seguro desemprego
Divulgados ontem, os pedidos de auxílio-desemprego corroboraram com a boa recuperação da economia americana. Apenas 184 mil pessoas pediram o benefício, ante 227 mil na semana anterior.







