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Inflação da indústria sobe 0,45% em setembro

Alta foi puxada por aumento nos custos dos combustíveis e na produção de alimentos

Por da Redação - Atualizado em 5 nov 2019, 10h51 - Publicado em 5 nov 2019, 10h27

O aumento dos preços do diesel, gasolina e nos alimentos pressionou a alta de 0,45% na inflação da indústria em setembro, na comparação com agosto. É o que mostra o Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta terça-feira, 5, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mede a variação dos preços dos produtos na porta das fábricas, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação.

O resultado de setembro traz a segunda alta seguida. No acumulado no ano, os preços subiram 2,94% e, em 12 meses, caíram 0,99%.

O refino de petróleo e produtos de álcool, que cresceu 3,64%, depois de três meses consecutivos com variações mensais negativas. “Nesse setor houve a influência do aumento no preço do óleo bruto de petróleo”, comenta Manuel Campos, gerente da pesquisa. Já outros produtos químicos, com alta de 0,97%, contribuíram devido ao aumento no nível de importação.

O setor de alimentos teve avanço de 1,06%, que contribuiu para manter a inflação do setor no patamar positivo, já que é a atividade com maior peso no índice. A alta foi influenciada pelo aumento dos preços do óleo de soja, carnes bovinas e açúcar, especialmente devido à depreciação do real frente ao dólar. No caso do açúcar, a oferta menor explicou a alta nos preços, tanto por causa do direcionamento da cana-de-açúcar para a produção de álcool, quanto pelo atraso na colheita no Nordeste.

A oscilação de preços dos minérios de ferro no mercado internacional foi a principal influência na queda nos preços da indústria extrativista. “Quem dita os preços do minério de ferro é a China, principal compradora do Brasil. E, além da política de preços chinesa, há outro fator, que é a base de comparação frente a meses de grandes altas”, explicou o gerente do IPP, Manuel Campos.

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