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Inflação da eurozona desacelera para menor nível desde 2010

Ao contrário do Brasil, os preços ao consumidor nos 17 países que compõem a eurozona estão abaixo da meta estabelecida pelo seu banco central

Por Da Redação 16 abr 2013, 10h12

Ao contrário do Brasil, o escritório de estatísticas da zona do euro confirmou nesta terça-feira que a inflação da região ficou abaixo da meta estabelecida pelo Banco Central Europeu (BCE), de 2%, em março. Os preços dos 17 países que compõem a região subiram 1,7% no terceiro mês do ano, em linha com a estimativa de analistas, mas bem abaixo do aumento de 2,7% visto em março do ano passado, de acordo com a Eurostat. Em fevereiro, o índice de preços ao consumidor (CPI) do bloco ficou em 1,8%. Esta é a menor alta dos preços desde o ganho de 1,6% registrado em agosto de 2010.

Os preços de alimentos, álcool e tabaco foram os destaques da inflação na região. Os três anos de crise que a região está imersa alimenta uma recessão na Europa que mina o consumo das pessoas e, consequentemente, diminui as pressões que levam ao aumento de preços, como a demanda por energia e o aumento de salários. Para alguns analistas, a rígida meta de inflação do bloco acaba dificultando o retorno à expansão econômica.

A desaceleração para 1,7% significa que a inflação pode motivar o BCE a cortar a já baixa taxa básica de juros da região. Autoridades do BCE decidiram na reunião de abril manter a taxa de juros do euro em 0,75% ao ano, sinalizando que estão esperando para visualizar melhor as tendências da Europa para só assim mudar os juros básicos. Esse foi o nono mês seguido em que o BCE não mexe na taxa de juros.

O presidente do BCE, Mario Draghi, disse na ocasião que o banco irá manter o olhar atento sobre dados econômicos e monetários nas próximas semanas para julgar o impacto que terão sobre a inflação. “As taxas de inflação caíram ainda mais como esperado e os preços a médio prazo deverão continuar contidos. As dinâmicas monetária e de crédito continuam reprimidas”, disse Draghi, acrescentando que a política monetária acomodativa permanecerá enquanto for necessário. Autoridades do BCE se reunião no dia 2 de maio para decidir novamente sobre a taxa de de juros da região.

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(com agência Reuters)

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