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Inflação da baixa renda foi maior que a oficial em junho

INPC, que abrange a variação de preços para as famílias de até seis salários mínimos, subiu 0,47% no mês em que o IPCA teve alta de 0,35%

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que abrange a variação de preços para as famílias de menor renda (de um a seis salários mínimos) fechou junho com alta de 0,47%, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês, o aumento foi maior que o do IPCA, indicador de preços oficial do país no mês, também divulgado nesta sexta, que subiu 0,35%.

O aumento do INPC em junho foi quase a metade do registrado em maio, de 0,98%. Com isso, o indicador fechou o primeiro semestre com alta de 5,09%, bem abaixo dos 6,8% registrados em igual período de 2015, mas também acima dos 4,42% do IPCA do mesmo período. O INPC acumulado nos últimos doze meses ficou em 9,49%, abaixo dos 9,82% relativos aos doze meses imediatamente anteriores. Em doze meses, a alta do IPCA foi de 8,84%.

Os preços dos produtos alimentícios subiram 0,83% em junho, a mesma variação de maio. O agrupamento dos não alimentícios teve variação de 0,31% em junho, bem abaixo da taxa de 1,05% de maio.

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Entre os índices regionais, o maior foi o de Campo Grande, com 0,81%, sob pressão da alta de 2,75% dos alimentos comprados para consumo em casa, bem acima da média nacional (0,87%). Já a região metropolitana de Porto Alegre apresentou o menor índice: 0,08%.

O INPC tem a mesma metodologia do IPCA, as mesmas regiões metropolitanas e municípios e a mesma periodicidade, mas atinge as famílias com rendimento de até cinco salários. No indicador oficial, entram famílias de até 40 salários mínimos.

(Com Agência Brasil)