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Inflação alta e juros em queda exigem cuidados na hora de investir

Cenário econômico estável torna a renda fixa menos rentável e obriga investidores a buscarem alternativas para aumentar ganhos nas aplicações

Por Lucas Sampaio
16 mar 2012, 07h49

Investir é tarefa que exige cuidado não só em tempos de turbulências na economia, como também nos de bonança. O juro real – que é o resultado da taxa básica de juros descontado o índice de inflação oficial, e um dos principais balizadores das aplicações em renda fixa – nunca esteve tão baixo. Com a Selic em trajetória de queda e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de doze meses em quase 6%, o juro real brasileiro está no menor patamar dos últimos anos. Em fevereiro, o índice atingiu 3,76% ao ano, o menor valor da série apurada pela consultoria Tendências, que se inicia em janeiro de 2002. Diante disso, aplicações que antes eram as ‘vedetes’ do mercado financeiro, por serem seguras e rentáveis, atualmente proporcionam rentabilidade pífia – ou até mesmo perdas.

Esse mal atinge, sobretudo, os que não têm muitos recursos para investir. Alguns fundos de renda fixa com taxas de administração acima de 3% rendem abaixo da inflação desde o ano passado. São exatamente essas as aplicações mais indicadas pelos bancos ao pequeno aplicador. É preciso lembrar que, sobre uma rentabilidade líquida já baixa, ainda ocorre a cobrança, no momento em que o cliente saca o valor investido, do Imposto de Renda (IR) – o qual pode variar de 22,5% a 15%, a depender do tempo de permanência no fundo. Sempre em maio e novembro, o IR é descontado sobre o ganho apurado no período por meio da redução do número de cotas do investidor. Daí ter também o apelido de ‘come-cotas’.

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Para alertar os investidores sobre esses detalhes, especialistas ouvidos pelo site de VEJA recomendam uma lista de cuidados que devem ser tomados na hora de escolher a aplicação certa. Na avaliação do educador financeiro Mauro Calil, estabelecer um objetivo para o investimento é o primeiro passo a ser tomado.”Quando se quer fazer um investimento, é preciso ter um propósito”, afirma. Desta forma, diferenças de propósito pedem estratégias diversas de aplicação. Uma viagem ao exterior, por exemplo, costuma ser um objetivo que é alcançado em um prazo muito menor do que a aposentadoria. Assim, são objetivos que exigem investimentos diferentes – tanto em rentabilidade quanto em valor a ser aplicado.

Definida a meta, é preciso determinar a quantia e o período em que o dinheiro ficará investido. Em aplicações de renda fixa, quanto menor o tempo de investimento, menor será o retorno. Além disso, as taxas cobradas por bancos e corretoras terão um peso maior sobre o valor aplicado se o período do investimento for mais curto.

Por fim, mas não menos importante, o investidor precisa determinar o grau de risco que está disposto a correr. Às pessoas mais conservadoras – adjetivo que, no mundo das finanças, é aplicado a quem quer, primordialmente, proteger seu poder de compra – são indicadas aplicações menos arriscadas, que não envolvem a compra de ativos de renda variável, como ações, fundos de ações e multimercados.

Para os que estão dispostos a tomar algum risco o leque de opções é mais variado – mas eles devem ter cuidado redobrado. O mercado acionário exige dedicação, acompanhamento dos balanços das empresas e leitura constante sobre os eventos macroeconômicos que pautam o ânimo das bolsas de valores. Investimentos em renda variável podem apresentar ganhos mais polpudos, mas também perdas rápidas. “Quem está com seus recursos comprometidos não deve correr riscos”, afirma Luiz Felippe Generali, superintendente da corretora Banif.

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Mauro Calil exemplifica. “Eu tenho 10 000 reais para investir por dois anos para trocar de carro. Um amigo tem a mesma quantia, para investir pelo mesmo prazo, só que o dinheiro servirá para pagar a festa do seu casamento”, diz. “Se acontecer qualquer problema no mercado financeiro, o sonho do carro novo pode esperar. O casamento, não. Se ele não for conservador, ele perde a noiva.”

Também é importante lembrar que, segundo os especialistas, apenas parcela menor (de 10% a 20%) do capital separado para investir deve ser aplicada em renda variável. O restante deve ser diversificado em aplicações de renda fixa e baixo risco. Espelhar os recursos em diversas aplicações, aliás, é a norma ‘de ouro’ das finanças, pois permite reduzir o risco e aumenta as chances de elevar a rentabilidade.

Para ajudar o pequeno investidor a escolher a melhor aplicação para o seu perfil, o site de VEJA fez um resumo das principais opções disponíveis no mercado.

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