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Inflação acumulada no ano é a maior desde 2003, diz IBGE

De janeiro a agosto, IPCA tem alta de 7,06%, a maior para o período desde 2003, quando chegou a 7,22%. De julho para agosto, inflação desacelerou para 0,22%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou para 0,22% em agosto, ante alta de 0,62% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Trata-se do menor índice para o mês de agosto desde 2010, quando registrou 0,04%. De janeiro a agosto, o índice acumula alta de 7,06%, a maior taxa para o período desde 2003, quando chegou a 7,22%.

No acumulado de 12 meses até agosto, o IPCA subiu 9,53% no mês passado, mostrando ligeira queda ante os 9,56% de julho. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 0,23% em agosto, acumulando em 12 meses avanço de 9,56%.

De julho para agosto, as passagens aéreas foram o destaque de queda, com retração de 24,90% no preço. Em baixa no grupo transportes, também estiveram automóveis usados (-1,03%), pneus (-1,00%), acessórios e peças (-0,96%).

No grupo alimentação e bebidas, parte expressiva dos produtos passou a custar menos de julho para agosto, destacando-se a batata-inglesa (-14,75%), o tomate (-12,88%) e a cebola (-8,28%). Em habitação, a energia elétrica também teve queda (-0,42%), o que não ocorria desde março de 2014.

Dentre os índices regionais, o maior foi o de Curitiba (0,47%) em virtude da alta nos preços dos combustíveis. Já o menor índice foi registrado em Brasília (-0,16%), motivado pela queda no preço das passagens aéreas.

Economistas do mercado financeiro estimam que a inflação termine o ano em 9,29%, de acordo com o último boletim Focus, do Banco Central (BC). Na previsão anterior, a taxa esperada era de 9,28%. Se confirmado, será o maior índice desde 2003, quando ficou em 9,30%.

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(Com agência Reuters)