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Inflação acelera a 2,9% no Reino Unido e na zona do euro

Alta dos preços da energia pressionou os índices em julho e manteve a inflação europeia acima das metas dos bancos centrais

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 ago 2026, 15h31 | Atualizado em 20 ago 2026, 10h50
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A inflação voltou a ganhar força na Europa em julho. Tanto no Reino Unido quanto na zona do euro, a alta dos preços chegou a 2,9% em doze meses, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 19, pelos órgãos oficiais de estatística.

No Reino Unido, a inflação avançou de 2,6% em junho para 2,9% em julho, atingindo o maior nível em quatro meses. O resultado veio em linha com as expectativas do mercado. Na comparação mensal, os preços subiram 0,3%, depois de uma alta de 0,1% no mês anterior.

A principal pressão veio dos gastos relacionados à moradia, especialmente gás e eletricidade. Os preços do gás aumentaram 14,7% apenas em julho, enquanto os da eletricidade avançaram 3,6%. O movimento refletiu a elevação do teto das tarifas de energia, influenciada pelo encarecimento dos preços no mercado atacadista.

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Também houve pressão de móveis, artigos domésticos, roupas e calçados. Em sentido contrário, os transportes ajudaram a conter o índice.

O núcleo da inflação britânica, que exclui energia, alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco por serem itens mais sujeitos a oscilações, permaneceu em 2,6% pelo terceiro mês consecutivo. O resultado ficou ligeiramente acima da expectativa de 2,5%. Na comparação mensal, o núcleo subiu 0,2%, a menor variação desde janeiro.

Os dados foram divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido.

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Energia também pressiona a zona do euro

Na zona do euro, a inflação passou de 2,8% em junho para 2,9% em julho, confirmando a estimativa preliminar divulgada no fim do mês passado. O índice permanece acima da meta de 2% perseguida pelo Banco Central Europeu (BCE).

A energia foi o componente com a maior alta, de 10,3% em doze meses, acima dos 8,5% registrados em junho. Os preços dos serviços avançaram 3,3%, enquanto os de bens industriais não energéticos subiram 0,9%.

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Alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco apresentaram movimento contrário: a inflação desse grupo desacelerou de 1,5% para 1,2%.

O núcleo da inflação, que retira do cálculo energia, alimentos, álcool e tabaco, avançou de 2,4% para 2,5%. O indicador é acompanhado de perto pelo BCE por mostrar com maior clareza a trajetória dos preços menos voláteis.

Entre as maiores economias da região, a inflação subiu de 2,4% para 2,8% na Alemanha, de 2% para 2,4% na França e de 3,6% para 3,9% na Espanha. Na Itália, houve uma pequena desaceleração, de 3% para 2,9%.

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Considerando todos os países da União Europeia, e não apenas aqueles que usam o euro, a inflação chegou a 3% em julho, ante 2,9% em junho. A maior taxa foi registrada na Romênia, de 8,2%, enquanto a menor ficou com a Suécia, de 0,3%, segundo o Eurostat.

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