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Industriais do Brasil temem efeito de regras de importação da Argentina

Por Da Redação - 13 jan 2012, 16h19

Rio de Janeiro, 13 jan (EFE).- A Confederação Nacional da Indústria do Brasil (CNI) criticou nesta sexta-feira o novo regime de importações aprovado pela Argentina e alertou que este pode contribuir para uma queda das vendas para esse país.

O novo regime, aprovado esta semana, entrará em vigor no próximo dia 1º de fevereiro e obrigará os importadores de bens de consumo a realizar uma declaração jurada antes que os produtos passem pela alfândega argentina.

A CNI qualificou esta medida como ‘um retrocesso mais para o comércio do Mercosul’, bloco integrado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai como membros plenos e no qual a Venezuela está em processo de adesão.

‘A nova barreira imposta pelo Governo argentino, cujo objetivo é controlar a balança comercial do país, trará prejuízos ao Brasil’, alertou a patronal dos industriais em comunicado.

Segundo a CNI este novo regime vai aumentar a insegurança jurídica da política comercial argentina e é ‘uma ameaça’ para as empresas brasileiras que contam com filiais no país vizinho.

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Os industriais rejeitaram que se adotem medidas protecionistas com o ‘pretexto’ da crise econômica e deram prazos aos Governos e empresários do Brasil e Argentina para ‘buscar soluções comuns’ para evitar ‘conflitos comerciais nocivos para os dois lados’.

Desde meados de 2008, por causa da explosão da crise mundial, a Argentina impulsionou vários mecanismos para proteger sua produção local, como a implementação de licenças não automáticas para a importação, ao que o Brasil respondeu com medidas similares quando se considerou prejudicado.

A Argentina é o terceiro parceiro comercial do Brasil, depois de China e Estados Unidos, e em 2011 foi destino de US$ 22,709 bilhões em exportações brasileiras.

As exportações do Brasil para a Argentina cresceram 22,60% em 2011, principalmente graças ao forte aumento das vendas de automóveis, suas peças e minério de ferro, entre outros produtos, segundo estatísticas oficiais brasileiras. EFE

mp/ma

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