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Indústria nuclear sobreviverá ao desatre no Japão, diz EDF

A estatal francesa afirmou que o setor nuclear não será prejudicado com o ocorrido, assim como o setor aéreo não se abate frente aos acidentes de avião

Por Da Redação 16 mar 2011, 15h19

A empresa estatal de energia elétrica da França, a EDF (também a maior produtora de energia nuclear do mundo) defendeu nesta quarta-feira a importância do setor como fonte geradora de energia. Em entrevista à emissora de rádio francesa RTL, o presidente-executivo da EDF, Henri Proglio, afirmou que a ameaça de vazamento radioativo das usinas atingidas pelo terremoto no Japão não representa um fracasso para a indústria atômica.

Proglio utilizou o exemplo do setor aéreo para tentar mitigar o efeito político das explosões dos reatores nucleares. “Esta é uma situação difícil para uma indústria, qualquer que seja a indústria. Mas nem todo acidente de avião se transforma em uma questão para toda a indústria”, disse o presidente do grupo, que opera 58 reatores nucleares na França.

Ao falar publicamente pela primeira vez desde o terremoto de sexta-feira no Japão, Proglio informou que a EDF está pronta para enviar equipes técnicas e de apoio para ajudar o país asiático a enfrentar o pior acidente nuclear desde Chernobyl, em 1986.

O executivo disse que a decisão da Alemanha de fechar sete usinas nucleares antigas foi “puramente política”. Em contraste com a Alemanha, onde a chanceler Angela Merkel anunciou a suspensão de sua política de energia nuclear, a França sinalizou que não vai tirar da tomada sua indústria, uma das principais exportadoras do país.

Nesta terça-feira, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, elogiou a segurança da tecnologia nuclear francesa durante um encontro entre líderes de seu partido UMP.

(com Reuters)

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