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Indústria já paga menos por energia, aponta estudo

Levantamento da Dcide, empresa especializada no setor elétrico, mostra que o preço médio da energia para 2016 caiu R$ 70/MWh desde fevereiro

Por Da Redação 15 jul 2015, 13h01

O preço da energia no Brasil está em queda, pelo menos para as indústrias e grandes consumidores que negociam novos contratos de fornecimento de energia no longo prazo. Em menos de seis meses o valor médio da energia negociada em contratos futuros encolheu quase 25%, consequência da retração da economia brasileira, da queda do consumo e de melhor perspectiva em relação às chuvas.

Levantamento realizado pela empresa de informação e análise de risco Dcide, especializada no setor elétrico, aponta que o preço médio da energia para 2016 caiu de 310 reais/MWh em fevereiro para aproximadamente 240 reais/MWh. No caso de contratos de longo prazo, com fornecimento entre 2016 e 2019, a queda é menor, na casa de 10%, mas com tendência de aceleração, já que apenas na última semana houve retração de 3,7%.

Por enquanto, as perspectivas sugerem um preço da energia mais baixo, reflexo da queda da demanda dos grandes consumidores. “Vimos que, nas últimas 16 semanas, o preço para 2016 só não caiu em duas delas. Agora tivemos uma queda mais forte na última semana e é possível que o preço comece a mudar de patamar”, afirma o diretor da Dcide, Henrique Leme Felizatti.

O cenário fica mais favorável à medida que o consumo encolhe e as chuvas no inverno apresentam taxas mais elevadas do que aquelas previstas inicialmente. Na última sexta-feira, o Operador Nacional do Sistema (ONS) elétrico projetou que a afluência de julho na região Sudeste/Centro-Oeste, a mais importante do país em termos de capacidade de armazenamento, será equivalente a 117% da média histórica para o mês.

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Contraste – Os números contrastam com o cenário de um ano atrás, quando consumidores com contratos de fornecimento prestes a vencer não encontravam oferta de energia no mercado. Diante da escassez, contratos com fornecimento para 2015 chegaram a ser negociados por mais de 400 reais/Mwh.

Essa situação começou a ser revertida no fim de 2014, quando o governo federal decidiu reduzir o valor teto do preço de liquidação das diferenças (PLD), balizador do custo de energia no mercado à vista, de 822,83 reais/MWh para 388,48 reais/MWh. O preço da energia para 2015, então, passou a ser balizado por esse valor, e o custo da energia para contratos de curto prazo permaneceu próximo do limite estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

(Com Estadão Conteúdo)

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