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Indústria continua a andar de lado e varia 0,1% em outubro

No acumulado de 12 meses, setor tem variação nula e mostra desafio para a retomada da produtividade

Por Larissa Quintino
1 dez 2023, 09h28

A produção industrial brasileira registrou variação de 0,1% na passagem de setembro para outubro, mantendo o comportamento de baixo dinamismo registrado nos últimos meses. No acumulado de 12 meses, segundo os dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira, 1º,  o setor tem variação nula — ou seja, continua andando de lado. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, foi registrado um crescimento de 1,2%.

No resultado de outubro, o IBGE destaca um perfil disseminado de taxas negativas entre as grandes categorias econômicas, com 3 dos 4 grandes segmentos em queda na produção. “Entre as atividades industriais, produtos alimentícios, com o avanço de 1,6%, exerce o principal impacto positivo e acumula saldo de 3% desde julho último. Por outro lado, os ramos de derivados do petróleo e biocombustíveis e indústrias extrativas exercem as principais influências negativas na média do setor industrial, com os dois setores voltando a recuar, após avançarem no mês anterior”, analisa o gerente da pesquisa, André Macedo.

O gerente destaca ainda que, mesmo com o ligeiro saldo positivo verificado nos três últimos meses, o setor industrial ainda se encontra 1,6% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e 18,1% abaixo do ponto mais elevado da série histórica, alcançado em maio de 2011.

Na passagem de setembro para outubro, a produção industrial do país variou 0,1%, mantendo o comportamento de pouco dinamismo observado nos últimos meses, ainda mais explicitado pelos acumulados no ano e nos últimos 12 meses, ambos apresentando variação nula (0,0%). Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (1) pelo IBGE.

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Também observou-se um perfil disseminado de taxas negativas entre as grandes categorias econômicas, com 3 dos 4 grandes segmentos em queda na produção.

“Entre as atividades industriais, produtos alimentícios, com o avanço de 1,6%, exerce o principal impacto positivo e acumula saldo de 3,0% desde julho último. Por outro lado, os ramos de derivados do petróleo e biocombustíveis e indústrias extrativas exercem as principais influências negativas na média do setor industrial, com os dois setores voltando a recuar, após avançarem no mês anterior”, analisa o gerente da pesquisa, André Macedo.

O gerente destaca ainda que, mesmo com o ligeiro saldo positivo verificado nos três últimos meses, o setor industrial ainda se encontra 1,6% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e 18,1% abaixo do ponto mais elevado da série histórica, alcançado em maio de 2011.

Comportamento

Das 25 atividades investigadas na pesquisa, 14 apresentaram crescimento na produção. Além de produtos alimentícios, que avançou 1,6% e foi a principal influência positiva, outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (3,7%), de máquinas e equipamentos (2,4%), de produtos de metal (2,3%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (0,9%), de bebidas (1,6%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,3%) e de produtos de borracha e de material plástico (1,3%).

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Por outro lado, entre as onze atividades em queda, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,4%) e indústrias extrativas (-1,1%) exerceram os principais impactos em outubro de 2023, com a primeira interrompendo três meses consecutivos de crescimento na produção, período em que acumulou expansão de 2,0%; e a segunda eliminando parte do avanço de 5,9% assinalado no mês anterior. Vale destacar também os recuos nos ramos de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,6%) e de impressão e reprodução de gravações (-5,8%).

Já entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com setembro, bens intermediários (0,9%) foi a única taxa positiva em outubro, após também avançar no mês anterior (0,6%), quando interrompeu quatro meses consecutivos de recuo na produção, período em que acumulou perda de 1,2%.

Por outro lado, o setor produtor de bens de consumo duráveis (-2,4%) teve a queda mais intensa nesse mês e marcou o segundo mês seguido de recuo na produção, acumulando nesse período redução de 6,7%. Os segmentos de bens de capital (-1,1%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,3%) também mostraram resultados negativos em outubro de 2023, com ambos apontando a segunda taxa negativa consecutiva e acumulando nesse período perdas de 3,2% e 2,1%, respectivamente.

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