Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Índices dos EUA voltam a fechar em alta; foco segue na Europa

Por Rodrigo Campos

NOVA YORK, 26 Jun (Reuters) – Os principais índices acionários dos Estados Unidos voltaram a fechar em alta nesta terça-feira, mas o volume de negociações foi baixo, já que as perspectivas continuam obscurecidas por dúvidas, com a chegada de mais uma cúpula com o objetivo de enfrentar a crise da dívida europeia.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 0,26 por cento, para 12.534 pontos. O índice Standard & Poor’s 500 teve valorização de 0,48 por cento, para 1.319 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 0,63 por cento, para 2.854 pontos.

As ações dos EUA se recuperaram parcialmente das perdas de mais de 1 por cento na véspera, lideradas desta vez por papéis de empresas ligadas ao mercado imobiliário, após a divulgação de dados melhores do que o esperado sobre preços de moradias.

Nas negociações, o setor de bens de luxo teve a melhor performance entre os medidos pelo S&P 500, seguido pelo setor energético, que foi impulsionado por uma alta de 2,3 por cento nos preços de petróleo tipo Brent.

Operadores continuaram cautelosos nesta terça-feira, enquanto os custos de empréstimos de curto prazo da Espanha quase triplicaram e a confiança do consumidor dos EUA caiu em junho a seu menor nível em cinco meses.

“Certamente nos Estados Unidos as ações têm um bom preço, e para um investidor de longo prazo elas representam um ponto de entrada atraente. É necessário levar em conta também os riscos macroeconômicos que afligem o mercado. Acredito que estejam tendo um efeito amortecedor”, avaliou o estrategista de mercados globais do grupo de administração de ativos do U.S. Bank, John De Clue.

Os yields (rendimentos) de bônus espanhóis com prazo de 10 anos subiram, após a demanda cair em um leilão de títulos de prazo mais curto, apesar dos yields significantemente maiores.

As esperanças de que uma cúpula da União Europeia (UE) na quinta e na sexta-feira produzirá medidas de grande influência para enfrentar a crise de dívida parecem ainda ter minguado.