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Índices de confiança do consumidor e da construção sobem pela 1ª vez no ano

Segundo especialistas da FGV, no entanto, altas não devem ser comemoradas, pois são insuficientes para caracterizar uma mudança de tendência

Por Da Redação - 27 abr 2015, 13h25

A confiança do consumidor avançou 3,3% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) fechou o mês em 85,6 pontos, na primeira alta registrada este ano. De janeiro a março de 2015, o indicador acumulou perda de 13,8% e atingiu três recordes negativos seguidos.

“A primeira alta do ICC no ano é uma boa notícia, mas insuficiente para se caracterizar como uma mudança de tendência”, avaliou o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo, em nota oficial. “A confiança do consumidor continua em nível extremamente baixo em termos históricos”, acrescentou.

O ICC, calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos (quanto mais próximo de 200 maior o nível de confiança do consumidor), está desde novembro do ano passado abaixo dos 100 pontos, zona considerada desfavorável.

O resultado de abril foi influenciado tanto pela avaliação sobre o momento atual quanto pela percepção em relação ao futuro. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 3,3%, ao passar de 77,7 pontos para 80,3 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 2,7%, de 85,8 pontos para 88,1 pontos. Segundo a FGV, o levantamento abrange amostra de mais de 2,1 mil domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 01 e 22 deste mês.

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Construção – No caso da construção o movimento foi semelhante. O Índice de Confiança da Construção (ICST) avançou 0,8% entre março e abril, alcançando 76,8 pontos, ainda conforme dados da FGV. O resultado é o primeiro positivo depois de quatro quedas consecutivas. Somente nos três primeiros meses de 2015, o índice havia recuado 20,1%, chegando ao menor patamar da série histórica iniciada em julho de 2010.

Em nota, a coordenadora de projetos da construção da FGV/IBRE, Ana Maria Castelo, argumenta que a “pequena melhora no mês” ainda não pode ser comemorada. “Os indicadores correntes da atividade seguiram em declínio nos primeiros meses do ano. As demissões continuam elevadas em todos os segmentos da construção, com o estoque de trabalhadores em março retrocedendo ao patamar de junho de 2011”, afirma Ana Maria.

Em abril, a alta do ICST ocorreu predominantemente nos segmentos ligados às obras de infraestrutura: em Obras de Infraestrutura para Energia Elétrica e Telecomunicações, o indicador variou +7,5% em relação a março; em Obras Viárias, +6,1% e em Obras Especiais, +3,3%.

(Com Estadão Conteúdo)

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