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Índices das bolsas americanas recuam por Europa

Quedas foram expressivas nesta tarde, mas perderam vigor no final da sessão

As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em baixa nesta terça-feira após incertezas políticas na Europa incentivarem preocupações sobre a saúde fiscal da região. Ainda assim, um rali – forte movimento de recuperação – no final da sessão ajudou os principais índices acionários norte-americanos a reduzir as perdas do dia, fechando bem acima das mínimas registradas ao longo do pregão.

O índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, recuou 0,59%, para 12.932 pontos. O índice Standard & Poor’s 500 teve desvalorização de 0,43%, para 1.363 pontos. Já o termômetro da bolsa de tecnologia Nasdaq caiu 0,39%, para 2.946 pontos.

Bovespa – Também como reflexo do cenário de aversão a risco nos mercados externos, na medida em que as incertezas políticas na Grécia reacenderam os temores de deterioração da crise da dívida na zona do euro, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa nesta terça-feira. O Ibovespa fechou em queda de 1,36%, a 60.390 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 6,37 bilhões de reais.

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Dia tenso nos EUA – O mercado americano, tal como se verificou horas antes na Europa, abriu apreensivo após as eleições na França e na Grécia darem sinais de que uma nova era de oposição à austeridade fiscal está a caminho. Tal comportamento já foi sentido nesta segunda-feira. Contudo, nesta terça, a aversão foi ampliada graças a preocupações com o crescimento econômico nos Estados Unidos e na China. “Isso provavelmente significa que é prudente ter um pouco menos de exposição ao risco”, afirmou o estrategista-chefe da Ameriprise Financial, em Boston, David Joy.

No meio da tarde, os principais índices das bolsas americanas chegaram a apontar perdas de mais de 1%; inclusive como reflexo da desvalorização de 1,66% do índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, para 1.017 pontos.

Grécia de novo – Nesta terça, pesou ainda sobre o humor dos investidores a notícia de que importantes políticos alemães alertaram as autoridades gregas de que Atenas poderia não receber mais nenhum centavo em ajuda a menos que cumpra todas as condições de seu resgate internacional.

Na França, por sua vez, a vitória de François Hollande na eleição presidencal passou a ser interpretado pelo mercado como um reforço político adicional a líderes dos países em dificuldade do sul da Europ. Teme-se que Hollande se transforme em poderoso aliado de esforços para moderar a busca pela austeridade rígida incentivada pela Alemanha, de Angela Merkel – e também por Nicolas Sarkozy, o atual presidente francês, que foi derrotado na eleição justamente por seu discurso austero.

A temporada norte-americana de balanços tem dado a investidores cada vez menos razão para serem otimistas, com o número de companhias com resultados acima das expectativas caindo abruptamente desde o início do período. Além disso, as empresas que surpreenderam positivamente em seus balanços não elevam, em geral, suas perspectivas para o futuro, como sinal de precaução. Com 434 das companhias listadas no S&P 500 reportando balanços até a manhã desta terça-feira, 66,8% superaram as previsões, de acordo com dados da Thomson Reuters. No início da temporada de divulgação, mais de 80% estavam nessa condição.

(com Reuters)