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Indicação política é a principal forma de nomear diretores em escolas brasileiras

Estudo do IBGE também mostra que 12 das 27 unidades da federação não têm Plano Estadual de Educação

A nomeação de gestores de escolas no Brasil ocorre na maioria das vezes por indicação política. Esta é a conclusão da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (Estadic) e Municipais (Munic) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Em 74,4% dos municípios, os diretores foram nomeados dessa forma.

O levantamento, feito entre julho de 2014 e março de 2015 nas 27 unidades da federação e nos 5.570 municípios, revela também que 12 Estados não possuíam Plano Estadual de Educação; nos 14 que tinham, os planos eram anteriores a 2004, ou seja, já tinham passado da validade de dez anos.

A pesquisa do IBGE concluiu que “os municípios brasileiros vêm avançando em uma série de aspectos da política educacional: consolidação de um arcabouço legal, existência de estrutura administrativa especializada, qualificação dos gestores e efetivação do princípio constitucional da gestão democrática do ensino público – ainda que restem deficiências significativas, como expressa a predominância do método da indicação política para nomeação de diretores”.

A publicação afirma ainda que a elaboração de planos municipais e estaduais para o setor é “um dos principais desafios para o setor”.

(Com Estadão Conteúdo)