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Índia quer direcionar exportação de minério por agência estatal

Por Da Redação 13 fev 2012, 15h26

Por Krittivas Mukherjee

NOVA DHÉLI, 13 Fev (Reuters) – A Índia está considerando planos para canalizar vendas de minério de ferro através de uma empresa, na última de diversas medidas visadas para frear a mineração ilegal, enquanto o país luta para modelar uma política de balanceamento das exportações contra a conservação de recursos.

Em questão está como o terceiro maior fornecedor vai manter sua exportação anual média de 6 bilhões de dólares ou 100 milhões de toneladas, principalmente para a China, enquanto erradica as vendas ilegais.

Pare resolver a mineração ilegal, o Ministério do Comércio da Índia quer que todo minério com mais de 55 por cento de ferro seja vendido através de uma empresa, como a trader de metais MMTC.

O Ministério da Mineração e mineradores privados se opõem à medida, chamando-a de passo “draconiano” contra o livre comércio.

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“Somos todos a favor de controlar a mineração ilegal, todos pela prestação de contas do minério… (mas) a canalização de alguma forma não cola com a ideia de livre comércio”, disse Vishwapati Trivedi, maior burocrata do ministério de mineração, referindo-se ao encaminhamento das exportações através de uma agência de trading do governo.

“As modalidades ainda estão para ser resolvidas. É um pouco cedo demais para dizer se vai ser uma política ou qual formato vai tomar.”

Pouco mais da metade da produção anual da Índia de 240 milhões de toneladas de minério de ferro é de grau superior, cobiçado tanto por siderúrgicas domésticas, que não possuem a tecnologia para usar minérios finos, quanto exportadores, que recebem um preço melhor por uma maior qualidade.

O ministério do comércio diz que as vendas através da companhia estatal vão garantir que as ofertas sejam legais. Mineradores dizem que será um novo obstáculo regulatório que irá atrasar os negócios e aumentar os custos.

A mineração ilegal na Índia é generalizada e implica remover recursos fora das zonas permitidas. Nova Dhéli tomou medidas para controlá-la, entre elas impostos mais elevados e taxas de exportação de mercadorias.

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