ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Independência financeira ganha espaço no debate sobre proteção das mulheres

No Agosto Lilás, especialistas e mercado segurador ampliam discussão sobre como renda própria, planejamento e proteção patrimonial reduzem vulnerabilidades

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 ago 2026, 16h00 | Atualizado em 31 ago 2026, 12h12
Independência financeira ganha espaço no debate sobre proteção das mulheres Priorizar nos meus resultados Google

A independência financeira vem ganhando espaço no debate sobre proteção das mulheres. Em um cenário no qual elas assumem participação cada vez maior nas decisões econômicas das famílias, ter renda própria, planejamento e recursos para enfrentar imprevistos pode representar mais do que segurança financeira: pode ampliar a capacidade de escolha diante de situações de vulnerabilidade.

A discussão ganha força durante o Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher, que em 2026 marca os 20 anos da Lei Maria da Penha. Ao longo das últimas duas décadas, o debate sobre violência também passou a incorporar aspectos econômicos, incluindo a chamada violência patrimonial.

A dimensão financeira pode ser especialmente relevante quando uma mulher depende economicamente do parceiro ou não possui recursos próprios para lidar com uma ruptura, uma emergência ou outro imprevisto. Nesse contexto, planejamento financeiro, formação de patrimônio e instrumentos de proteção podem funcionar como mecanismos para preservar a autonomia.

Dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados) mostram que a participação feminina no mercado de seguros vem crescendo, acompanhando o maior protagonismo das mulheres nas decisões relacionadas a planejamento financeiro, patrimônio e gestão de riscos. O mercado de seguros de pessoas também mantém trajetória de expansão: no primeiro quadrimestre de 2026, o segmento cresceu 10,69% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a autarquia.

Continua após a publicidade

O movimento também aparece na carteira da BB Seguros. Atualmente, 43,77% dos segurados da companhia são mulheres. Entre elas, 44% são solteiras e 53% têm 55 anos ou mais, indicando uma demanda que atravessa diferentes momentos da vida e não se limita à formação de família ou à proteção de dependentes. A mudança no comportamento também tem levado o setor a ampliar o conceito de proteção. Produtos destinados às mulheres passaram a combinar cobertura financeira com serviços de prevenção e assistência.

É o caso do Proteção Pessoal Mulher, da BB Seguros, que reúne coberturas para acidentes pessoais e benefícios como check-up preventivo com exames voltados à saúde feminina, orientação psicológica online, assistência social e apoio especializado em situações de vulnerabilidade.

Continua após a publicidade

Para Tatiene Rokkaku, superintendente executiva de Produtos Vida da Brasilseg, o avanço da participação feminina nas decisões financeiras transforma também a demanda por produtos de proteção. “As mulheres vêm assumindo um papel cada vez mais ativo na gestão financeira das famílias e isso também transforma a forma como enxergam a proteção. O mercado acompanha essa evolução desenvolvendo produtos que combinam prevenção, assistência e suporte financeiro, contribuindo para que elas tenham mais tranquilidade para enfrentar diferentes desafios ao longo da vida”, afirma.

A discussão sobre independência financeira também passa pela capacidade de uma mulher tomar decisões sem que uma eventual emergência financeira limite suas escolhas. Ter uma reserva, conhecer os próprios gastos, construir patrimônio e contar com mecanismos de proteção são elementos que podem reduzir a dependência econômica em momentos de instabilidade.

Continua após a publicidade

Essa dimensão ganha importância diante dos dados sobre violência patrimonial. Estudos do DataSenado apontam que esse tipo de violência continua presente na realidade de brasileiras e pode envolver controle ou retenção de recursos, bens e documentos. Por isso, a proteção financeira começa antes de um eventual problema. Para além de seguros, envolve planejamento de longo prazo, organização das finanças e construção gradual de autonomia econômica.

O movimento coloca a autonomia financeira no centro de uma discussão que vai além de investimentos e orçamento doméstico. Para as mulheres, ter recursos e planejamento para lidar com o inesperado pode significar também ter mais liberdade para decidir sobre o próprio futuro.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).