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Incertezas sobre Síria afetam bolsas e Ibovespa cai 2,60%

Indicadores no Brasil, Estados Unidos e Europa acumularam perdas nesta terça-feira; ouro, petróleo e títulos do Tesouro subiram

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou nesta terça-feira em queda de 2,60%, aos 50.091 pontos, afetado pelos temores de um conflito na Síria que tomaram conta dos mercados mundiais. Os Estados Unidos confirmaram nesta terça-feira que podem realizar uma ofensiva militar no país, apesar de negarem que a ação teria o objetivo de derrubar o regime de Bashar Assad.

A afirmação do governo americano derrubou as bolsas europeias e americanas – e a BM&Bovespa foi atingida pela mesma fuga de capital. No Brasil, o pregão foi influenciado pela queda de 13,58% das ações da OGX, que fecharam o dia negociadas a 70 centavos. Outras empresas de Eike Batista, LLX e MMX, também acumularam perdas de 5,23% e 5,09%, respectivamente. A Petrobras foi outra empresa a marcar forte queda, de 4%, fechando a 17,46 reais, enquanto a ação da Vale caiu 1,52%, a 31,71 reais.

Os principais índices de ações da Europa também fecharam no vermelho. O Stoxx Europe 600 caiu 1,8% e fechou aos 299,01 pontos, com a maior queda em um dia em termos porcentuais desde o fim de junho. Londres terminou com baixa de 0,79% no índice FTSE-100, aos 6.440,97 pontos. A Bolsa de Frankfurt fechou com o índice DAX na mínima, aos 8.242,56 pontos, uma queda de 2,28%. O índice CAC da Bolsa de Paris também fechou na mínima ao cair 2,42%, para 3.968,73 pontos. As ações do setor financeiro apresentaram as maiores baixas.

Nos Estados Unidos, os índices também foram duramente afetados, enquanto investidores saíram do mercado de ações em busca de investimentos mais seguros, como títulos do Tesouro americano, petróleo e ouro. O Dow Jones fechou em queda de 1,14%, aos 14.776 pontos, enquanto Nasdaq recuou 2,16%, aos 3.578 pontos. O S&P 500 caiu 1,59%, aos 1.630 pontos.

A migração de investimentos fez com que os juros pagos sobre os títulos do Tesouro americano com vencimento de dez anos subissem a 2,722%, enquanto os títulos com prazo de 30 anos alcançaram 3,705%.

Como consequência da busca por um ‘porto seguro’, outras commodities se valorizaram. Os contratos futuros de ouro negociados na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), fecharam no maior nível em três meses. O contrato de ouro mais negociado, com entrega para dezembro, teve alta de 27,10 dólares (2%), fechando a 1.420,20 dólares a onça-troy, o maior nível desde 14 de maio.

Já o preço do barril de petróleo (Brent) subiu 3,2% no dia, a 114,28 dólares. Os contratos futuros de petróleo subiram 2,9% em Nova York, a 109,01 dólares o barril.