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Inadimplência das empresas cresce 10,5% em novembro, aponta Serasa

Aumento é pontual e reflete pressões sobre o caixa, como pagamento do 13º

Por Da Redação 29 dez 2010, 08h49

Nas comparações anual e acumulada, os efeitos da recuperação do crédito para os negócios e o forte crescimento da economia neste ano determinaram quedas no indicador

A inadimplência das empresas cresceu 10,5% em novembro na comparação com o mês anterior, informou nesta quarta-feira a Serasa Experian. Foi o maior crescimento verificado desde o mês de março. Em relação a novembro de 2009, o índice apresentou queda de 2,4%. De acordo com o levantamento, foi o maior recuo verificado desde 2006, considerando o penúltimo mês do ano.

Na comparação com o acumulado de janeiro a novembro do ano passado, houve um decréscimo de 5,9%.

Para os economistas da Serasa, o aumento na inadimplência em novembro é pontual e decorre das pressões de custos sobre o caixa, como o pagamento da primeira parcela do 13º salário e as importações e compras de composição dos estoques para o Natal. Nas comparações anual e acumulada, os efeitos da recuperação do crédito para os negócios e o forte crescimento da economia neste ano determinaram quedas no indicador.

A perspectiva é de que a inadimplência das empresas caia nos primeiros meses de 2011, em razão da atividade econômica aquecida e da crescente oferta de crédito. Na relação mensal, as grandes empresas apresentaram o maior crescimento da inadimplência, de 18,5%. Na sequência ficaram as médias (13,4%) e pequenas (10,2%).

Valor das dívidas – De janeiro a novembro de 2010, as dívidas com bancos tiveram um valor médio de 4.727,55 reais, o que representou uma elevação de 3,3%, ante igual período de 2009. Quanto aos títulos protestados, seu valor médio, considerando-se os onze primeiros meses de 2010, ficou em 1.651,56 reais, resultando em queda de 5,3%, na relação sobre o acumulado de janeiro a novembro do ano anterior.

Os cheques sem fundos apresentaram, de janeiro a novembro deste ano, um valor médio de 2.052,21 reais, com um crescimento de 24,3%, quando comparado com os onze primeiros meses de 2009.

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