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Inadimplência avança em maio, mas juros recuam, mostra BC

Taxas de juros para crédito pessoal puxam queda em maio

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 jul 2026, 09h38
Inadimplência avança em maio, mas juros recuam, mostra BC Priorizar nos meus resultados Google

A inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu 4,7% em maio, alta de 0,1 ponto percentual em relação a abril e de 1 ponto percentual na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira, 1º.

Entre as empresas, a inadimplência chegou a 3,2%, avanço de 0,1 ponto percentual no mês e de 0,5 ponto percentual em doze meses. Já no crédito às pessoas físicas, o indicador alcançou 5,6%, com alta de 0,1 ponto percentual frente a abril e de 1,2 ponto percentual em relação a maio de 2025.

Nas operações com recursos livres, a inadimplência atingiu 6,2% da carteira, aumento de 0,1 ponto percentual no mês e de 1 ponto percentual em doze meses. Nesse segmento, a taxa de atraso entre as empresas avançou para 4,1%, enquanto entre as famílias chegou a 7,6%.

Apesar da deterioração da qualidade do crédito, os juros recuaram levemente. A taxa média das concessões ficou em 33,4% ao ano em maio, queda de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior. O spread bancário também registrou redução de 0,1 ponto percentual no período.

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No crédito livre para empresas, a taxa média subiu 0,3 ponto percentual, alcançando 25,2% ao ano. Já para as famílias, os juros recuaram 0,2 ponto percentual, para 62,8% ao ano. O principal fator para essa queda foi a redução de 4,6 pontos percentuais na taxa média do crédito pessoal não consignado.

Enquanto isso, o ritmo de expansão do crédito permaneceu praticamente estável. O estoque total de crédito do SFN somou 7,3 trilhões de reais em maio, crescimento de 0,6% no mês. As operações com empresas avançaram 0,7%, para 2,7 trilhões de reais, enquanto a carteira destinada às famílias cresceu 0,5%, alcançando 4,6 trilhões de reais.

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Na comparação em doze meses, a carteira total de crédito registrou expansão de 9,5%, ligeiramente abaixo dos 9,6% observados em abril. O crédito às empresas avançou 6,8%, ante 6,9% no mês anterior, enquanto o destinado às famílias manteve crescimento de 11,2%.

Na prática, os números mostram que a concessão de crédito segue em ritmo semelhante ao observado nos últimos meses, apesar do aumento gradual da inadimplência.

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