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Imposto sobre operações financeiras é possível, diz Bill Gates

Um imposto sobre as transações financeiras não precisa ser universal para ser implementado e poderá originar recursos substanciais, segundo um relatório elaborado pelo empresário americano Bill Gates para o G20, do qual a AFP obteve uma cópia.

A França, que preside este ano o G20, encarregou o ex-chefe da Microsoft a preparar um relatório sobre o financiamento ao desenvolvimento antes da próxima cúpula dos países avançados e emergentes, nos dias 3 e 4 de novembro em Cannes (sul da França).

Um primeiro estudo será apresentado na sexta-feira em Washington, durante uma reunião de ministros das Finanças do G20 dedicada ao desenvolvimento.

Segundo esse relatório preliminar, já existe um tributo sobre operações financeiras na Índia e no Reino Unido. O imposto portanto “parece possível, inclusive sem adoção universal”, afirma o texto obtido nesta quinta-feira pela AFP.

“Se os membros do G20 e outros grupos de estados, por exemplo na União Europeia, conseguirem entrar em acordo sobre uma taxa sobre as transações financeiras (…) isso pode gerar recursos substanciais”, explicou o texto.

Um “pequeno imposto” de 0,1% sobre as ações e de 0,02% sobre os títulos “representaria uma receita de cerca de 48 bilhões de dólares se for adotado no nível do G20, ou 9 bilhões se for criado nas principais economias europeias”, explicou o texto.

Os Estados Unidos mostram-se reticentes a um imposto desse tipo, enquanto na UE, França e Alemanha são favoráveis.