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Implante de Ozempic abre nova frente na disputa bilionária contra a obesidade

Parceria entre Novo Nordisk e Vivani Medical busca reduzir o custo do tratamento e ampliar o acesso aos medicamentos para perda de peso

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jul 2026, 07h42 | Atualizado em 13 jul 2026, 08h25
Implante de Ozempic abre nova frente na disputa bilionária contra a obesidade Priorizar nos meus resultados Google

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk e a empresa americana de tecnologia médica Vivani Medical fecharam uma parceria para desenvolver um projeto que pode abrir uma nova frente de negócios no mercado de produtos para combater a obesidade. As empresas vão avaliar um implante subcutâneo de semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, capaz de liberar o medicamento no organismo por meses com uma única aplicação.

Depois de transformar as canetas emagrecedoras em um mercado bilionário, as farmacêuticas passaram a disputar um novo filão: sistemas de administração do medicamento que prolonguem o tratamento. A Vivani Medical acredita que seu implante poderá oferecer aplicações anuais ou semestrais, caso os estudos clínicos confirmem, de fato, a sua eficácia.

Menos aplicações significam um preço final abaixo da soma de 52 canetas injetáveis por ano – a principal reclamação dos consumidores diz respeito justamente ao preço elevado do medicamento.

Negócio bilionário

Para a Novo Nordisk, o acordo garante mais munição para enfrentar a concorrência com a americana Eli Lilly, que vem ganhando espaço no mercado de medicamentos para obesidade com o Mounjaro. Se a tecnologia funcionar, a disputa entre as duas farmacêuticas deixará de depender apenas da eficácia dos remédios e passará também pela inovação na forma de administrá-los.

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A tecnologia, porém, ainda levará tempo para chegar ao mercado. A Vivani acaba de receber autorização para iniciar os primeiros estudos clínicos em humanos, etapa inicial de um processo que ainda dependerá de testes de segurança, eficácia e aprovação regulatória.

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O Brasil é um dos principais mercados das canetas emagrecedoras no mundo. Segundo um novo levantamento realizado pela consultoria PwC, o segmento de medicamentos para perda de peso deve movimentar 9 bilhões no país até 2030, mais de quatro vezes o volume estimado para 2026, impulsionado pela queda dos preços com o fim de patentes e pela ampliação do acesso aos tratamentos.

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Canetas emagrecedoras e o futuro da luta contra obesidade

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