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Imóveis usados sobem até 175% em 2 anos em SP

Por Suzana Inhesta

São Paulo – Os preços dos imóveis residenciais comercializados na capital paulista valorizaram em até 175% nos últimos dois anos, segundo levantamento da empresa de administração imobiliária no Estado de São Paulo, Lello. A pesquisa analisou apartamentos de dois dormitórios, que registram maior procura na cidade, entre 50 e 100 metros quadrados em prédios com mais de cinco anos de existência e área de lazer, localizados nas regiões de Perdizes, Jardins, Santana, Mooca e Tatuapé. Os imóveis foram comercializados em 2009, retornaram ao estoque da administradora e foram revendidos em 2011.

De acordo com a Lello, em nota, o valor médio do metro quadrado dos apartamentos nessas cinco regiões, foi de R$ 4,97 mil em 2011, com um aumento médio de 56,6%. “Isto significa que há dois anos o valor médio do metro quadrado do tipo de imóvel usado mais procurado na cidade era de R$ 3,1 mil, aproximadamente”, disse a administradora.

O pico de valorização de preços foi registrado na região da Mooca, de até 175%, com média de 80%. Na área do Tatuapé, os apartamentos usados de dois dormitórios tiveram valorização de até 93%, com média de 56%. Já na região de Perdizes a valorização máxima observada foi de 86%, e a média, 51%. Na área dos Jardins a valorização média foi de 52% e, em Santana, de 51%, com picos de 54%.

“A revitalização de bairros e a expansão da malha metro-ferroviária, aliada à alta demanda, ajudaram a valorizar o mercado imobiliário paulistano, que se tornou, mais do que nunca, uma excelente opção de investimento”, afirmou a diretora da Lello Imóveis, Roseli Hernandes, no comunicado. Segundo ela, na média, a rentabilidade bruta para quem comprou há dois anos foi de 2,35% ao mês, chegando, em alguns casos, a 7,3%, como no caso de apartamentos da região da Mooca.

2012

Para o ano, a Lello acredita que o imóvel continuará sendo uma boa aposta de investimento “seguro e rentável”. A tendência será de concorrer mais intensamente com os investimentos em renda fixa, cuja rentabilidade tende a cair com a redução da taxa Selic. “Não há bolha no mercado imobiliário, uma vez que ainda há farta disponibilidade de crédito e a demanda continua alta. Por isso não temos indicativo de que haverá qualquer redução no preço de imóveis usados. Pelo contrário, eles continuarão se valorizando, sendo ótima opção para investimento em locação e revenda”, declarou Hernandes.

A diretora da Lello lembrou, ainda, que o preço médio do metro quadrado dos imóveis usados em São Paulo, maior cidade do país, ainda é bastante inferior às principais capitais mundiais, como Lisboa, Xangai, Moscou, Berlim e até mesmo a Cidade do Cabo. “Isso significa que ainda há espaço para a elevação dos valores”, completou a diretora.