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IIF reduz previsão de fluxo de capital externo ao País

A projeção é que o Brasil receba 137,4 bilhões de dólares em fluxos líquidos de capitais privados em 2013, abaixo dos 144,9 bilhões de dólares da estimativa feita em janeiro pelo instituto

O Brasil deve receber menos capital externo este ano e em 2014 do que as estimativas feitas em janeiro, de acordo com novas previsões do Institute of International Finance (IIF, uma entidade que reúne grandes bancos globais) divulgadas nesta quarta-feira, 26. A projeção é que o Brasil receba 137,4 bilhões de dólares em fluxos líquidos de capitais privados em 2013, abaixo dos 144,9 bilhões de dólares da estimativa feita em janeiro pelo instituto.

Para 2014, a previsão é que os fluxos líquidos privados rumo ao mercado brasileiro fiquem em 134 bilhões de dólares, também menos do que se estimava anteriormente (148 bilhões de dólares). Apesar da revisão para baixo, o Brasil deve obter tanto este ano como no próximo, um fluxo líquido acima do de 2012, que ficou em 125,9 bilhões de dólares.

As principais razões para a baixa no volume esperado de fluxos de capitais rumo ao Brasil e outros países emergentes são a possibilidade de mudanças na política monetária acomodatícia do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), e o ajuste que os investidores globais vêm fazendo em suas carteiras se antecipando ao movimento, ressalta o relatório do IIF.

Outro ponto que ajuda a reduzir a atratividade do Brasil e outros mercados é o menor crescimento econômico. O IIF diminuiu recentemente a previsão de expansão para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e agora vê o País crescendo apenas 2,5% este ano e 3,2% em 2014. “O ambiente para os fluxos de capital em direção aos países emergentes piorou recentemente, em meio ao aumento da aversão ao risco global”, ressalta o relatório.

Os mercados emergentes devem receber 1,145 trilhão de dólares em fluxos de capital este ano, uma queda de 36 bilhões de dólares em relação ao ano passado. Para 2014, nova redução é estimada, com os fluxos caindo para 1,112 trilhão de dólares, o que seria o menor nível desde 2009.

(Com Estadão Conteúdo)