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iFood quer dobrar número de entregadores e reduzir tempo de espera

O total de entregadores passou de 63 mil para 120 mil de 2017 para 2018. Aplicativo também planeja triplicar total de restaurantes parceiros

Por Fabiana Futema Atualizado em 13 nov 2018, 20h12 - Publicado em 13 nov 2018, 18h53

A Movile anunciou hoje um aporte de 500 milhões de dólares no iFood, maior aplicativo de entregas do país. Esse é o maior aporte já feito em uma empresa de tecnologia da América Latina. O investimento é liderado pela Movile, dona do iFood, e seus sócios – Naspers e Innova Capital.

O CEO da Movile, Fabricio Bloisi, diz que o Brasil passa por um momento importante e que é hora de sonhar grande. Ele dá como exemplo as bem-sucedidas aberturas de capital da PagSeguro e Stone. “No Brasil, se tem o costume de sonhar pequeno. Mas a Movile sonha grande. Esse é um bom momento para investir no Brasil”, afirma.

Segundo ele, tanto a Movile quanto o iFood já atingiram o status de unicórnio – nome dado quando o valor de mercado da companhia supera 1 bilhão de dólares. Sem fazer alarde, a Movile alcançou esse posto há dois anos e o iFood, em março de 2017. “Não é legal ficar disputando o sonho de valer 1 bilhão de dólares, pois dá para fazer muito mais. O Brasil pode ter várias empresas de mais de 10 bilhões de dólares”, explicou Bloisi sobre o fato de a companhia não ter divulgado esse marco à época.

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    Rótulos de garrafas de champanhe mostram próximas metas da empresa //Divulgação

    Além do aporte recorde, a Movile também anunciou uma série de métricas de desempenho e metas, como a de atingir o valor de mercado de 10 bilhões de dólares. Bloisi evita especificar uma data para o valor ser atingido, mas a empresa já tem uma garrafa de espumante pronta para ser estourada quando isso acontecer. Uma das tradições dos líderes da a Movile é comemorar seus feitos brindando com os funcionários – há uma série de garrafas na sede da empresa, localizada na zona sul de São Paulo.

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    Segundo ele, o iFood registrou 10,8 milhões de pedidos em outubro. Em novembro, esse número deve passar de 12 milhões. A meta é fechar o ano com mais de 100 milhões de entregas.

    O total de entregadores passou de 63 mil para 120 mil de 2017 para 2018. O plano do aplicativo é dobrar esse número.A empresa quer triplicar  total de restaurantes, que passou de 27 mil para 50 mil neste ano. Outra meta é ampliar a presença no país – o aplicativo já atende 483 cidades e pode passar a cobrir mais de 1.000.

    Blosi diz que a maneira como a população se alimenta passará por uma revolução e que o iFood participará desse processo, pois será mais barato encomendar uma comida do que prepará-la. “Cozinhar ficará old fashioned.”

    Para que essa revolução aconteça, o aplicativo de entregas direcionará seu aporte em melhorias nas áreas de logística, tecnologia, promoções, pessoas, fusões e aquisições. No quesito logística, o plano é reduzir o tempo de espera, que hoje gira em torno de 35 minutos.

    Sobre tecnologia, Blosi diz que há muito para ser aperfeiçoado no aplicativo, como utilização da inteligência artificial para dizer para o usuário o que ele deseja mesmo antes dele saber ou a utilização do comando de voz.

    Fabricio Blosi, CEO da Movile: diz que é preciso sonhar grande //Divulgação
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