Ibovespa tem forte avanço de mais de 3% de olho em pesquisas eleitorais
Mercado se anima com possível 'política econômica mais ortodoxa', segundo especialista
O Ibovespa teve forte valorização de 3,05% nesta quarta-feira, 2, avançando para os 185,2 mil pontos, a maior alta diária desde 23 de março de 2026. A bolsa de valores brasileira operou de olho na precificação por parte do mercado da nova pesquisa eleitoral da Genial Quaest, que mostrou uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. Além disso, a consolidação de uma terceira via por meio de Augusto Cury (Avante) anima os investidores e pode deixar o cenário aberto.
Especialistas afirmam que a animação dos investidores vem do fato de não gostarem de incerteza fiscal, e parte relevante enxerga uma eventual troca de governo como sinal de política econômica mais ortodoxa. “Toda vez que uma pesquisa mostra o governo atual perdendo força, o dinheiro tende a entrar principalmente nas empresas listadas na B3, impulsionando a valorização desses ativos e, consequentemente, do Ibovespa”, diz Marcos Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos o acompanharam e operaram no positivo. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou os ganhos, com alta de 4,95%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que avançou 3,84%. O Bradesco (BBDC4) subiu 2,01%, enquanto o Santander (SANB11) teve valorização de 1,98%.
Os papéis da Petrobras (PETR4), uma das companhias mais influentes para os negócios, também impulsionaram o índice para cima com valorização de 2,84%. Assim, eles atingiram a máxima histórica, com cotação de 48,20 reais por ação.
No cenário internacional, há menor pressão nos juros após dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos virem abaixo do esperado. A criação de apenas 38 mil vagas no setor privado americano, abaixo das 48 mil esperadas, reforça a possibilidade de uma política monetária menos restritiva pelo Federal Reserve (Fed).
O dólar, por sua vez, encerrou em baixa de mais de 1% e ficou cotado a 5,08 reais.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:







