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Ibovespa sobe após dados econômicos dos Estados Unidos

EUA registram deflação em junho e investidores fazem as contas sobre juro americano

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jul 2026, 11h49
Ibovespa sobe após dados econômicos dos Estados Unidos Priorizar nos meus resultados Google

O Ibovespa opera em alta nesta terça-feira, 13, após dados da variação de preços nos Estados Unidos melhores que o esperado. Os números diminuem a tese de um banco central americano mais duro com os juros, o que causa uma fuga de capital para os países emergentes, mesmo com a disparada do petróleo no mercado internacional.

Por volta das 12h, o Ibovespa subia 0,24%, aos 176.157,18pontos. O dólar recuava 1,23%, aos 5,07 reais. Os números registrados são reflexos dos dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês).

O índice, que mede a variação de preços na economia americana, teve deflação de 0,4%, o número foi melhor que o esperado pelo mercado, que estimava uma deflação de 0,1% em junho.

Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto investimentos, o CPI veio melhor do que o esperado e reforça a percepção de que a inflação nos Estados Unidos continua perdendo força.

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“Esse resultado reduz a necessidade de o FED manter uma política monetária tão restritiva e diminui as chances de novas altas de juros nos próximos meses, diz Lima. “Como consequência, os juros dos Treasuries tendem a recuar, o dólar perde força e cresce o interesse dos investidores por ativos de maior risco, como o Ibovespa”, explica Lima.

No entanto, o analista pondera que a continuidade desse movimento ainda dependerá da evolução da inflação nos Estados Unidos e da percepção sobre o risco fiscal brasileiro, que tende a ser volátil em meio ao ano eleitoral.

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Petróleo sobe com taxa em Ormuz

Embora o Ibovespa opere em alta, os preços do petróleo seguem em alta firme. Os preços do petróleo sobem nesta terça-feira, 14, impulsionados pela entrada em vigor da tarifa de 20% imposta pelos Estados Unidos sobre as cargas transportadas por navios que cruzarem o Estreito de Ormuz. A escalada militar entre Washington e Teerã também reforça a aversão ao risco e amplia as preocupações com a oferta global da commodity.

Na segunda-feira, 13, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que todas as embarcações que atravessarem Ormuz deverão pagar aos Estados Unidos uma tarifa equivalente a 20% do valor da carga. A medida tende a elevar os custos do transporte marítimo de petróleo, pressionar os preços da commodity e aumentar os riscos de uma nova onda inflacionária em escala global.

Segundo o Exército americano, a cobrança entra em vigor nesta terça-feira às 20h GMT (17h no horário de Brasília). Diante desse cenário, por volta das 12h, o barril do petróleo avançava 1,96%, cotado a 84,93

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dólares. Na sessão anterior, o Brent, referência internacional, já havia disparado 9,59%, encerrando o dia a 83,30 dólares por barril.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ironizou a proposta do presidente americano. “O Irã sempre foi o guardião do estreito e continuará sendo para sempre”, escreveu na rede social X.

“O presidente dos Estados Unidos está absolutamente certo. Quem garantir a passagem segura deve receber uma compensação”, afirmou, em tom irônico, antes de acrescentar: “Os 20% são, é claro, demais. Seremos justos”.

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Apesar da intensificação dos confrontos, Trump voltou a afirmar, na noite de segunda-feira, durante entrevista na Casa Branca, que um acordo com o Irã ainda é “possível”.

Após quase 40 dias de bombardeios no conflito iniciado pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos em 28 de fevereiro, um cessar-fogo entrou em vigor no início de abril e foi formalizado em 17 de junho por meio de um protocolo de entendimento.

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Entretanto, os ataques registrados nos últimos dias contra embarcações que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz colocaram fim à trégua. Diante da retomada das hostilidades, Trump declarou que o cessar-fogo “acabou”, aumentando a percepção de risco nos mercados globais.

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