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Ibovespa sobe 1,6% puxado por Petrobras em meio à disparada do petróleo

A alta ocorre após as forças americanas atacarem, no domingo, dois lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 ago 2026, 10h50 | Atualizado em 31 ago 2026, 10h51
Ibovespa sobe 1,6% puxado por Petrobras em meio à disparada do petróleo Priorizar nos meus resultados Google

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, dispara nesta segunda-feira, 31, puxado por Petrobras em meio a alta do petróleo no mercado internacional. A alta acontece após os Estados Unidos voltarem a atacar o Irã, o que impulsiona os preços do petróleo.

Por volta das 11h, o Ibovespa subia 1,6%, aos 178.502,09 pontos. O dólar recuava 0,42%, aos 5,17 reais. As ações da Petrobras disparavam 2,69%, aos 44,73 reais. A ação, que impulsionava a Bolsa, era puxada pelo petróleo. A commodity avançava 5,88%, aos 91,18 dólares.

A alta ocorre após as forças americanas atacarem, no domingo, dois lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak, localizada no estreito de Ormuz. Foi a primeira ofensiva dos Estados Unidos contra forças iranianas em mais de um mês. O ataque deixou dois mortos e dois feridos.

O Irã retaliou nesta segunda-feira com ataques contra posições militares americanas no Oriente Médio. A Guarda Revolucionária afirmou ter disparado mísseis balísticos contra duas bases aéreas dos Estados Unidos na Jordânia, país aliado de Washington.

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As autoridades jordanianas, porém, disseram ter interceptado oito mísseis, sem informar sua origem. Nos Emirados Árabes Unidos, a televisão estatal iraniana relatou ataques com dezenas de drones contra uma base aérea americana.

As forças emiratis, por sua vez, afirmaram apenas ter reagido a um drone procedente do Irã que havia sido identificado em suas águas territoriais.

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A nova rodada de hostilidades elevou a preocupação dos investidores com possíveis impactos sobre o transporte de petróleo no Oriente Médio. O estreito de Ormuz é uma das principais rotas para o fluxo global de energia, e o risco de novos confrontos na região aumenta as incertezas sobre a circulação da commodity.

O conflito entre Estados Unidos e Irã já dura seis meses. Nesse período, Teerã mantém o estreito de Ormuz fechado, enquanto Washington sustenta um bloqueio naval aos portos iranianos. A retomada dos ataques ocorre depois de algumas semanas de menor intensidade nas hostilidades.

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O governo americano havia sinalizado na semana passada uma preferência por intensificar a pressão econômica sobre o Irã em vez de ampliar as operações militares. A estratégia foi batizada de “Operação Pária Econômico” e tem como objetivo isolar Teerã por meio de sanções secundárias, que também atingem empresas e países que mantêm relações comerciais ou diplomáticas com o regime iraniano.

A ofensiva militar de domingo representou, portanto, uma nova escalada após um período em que Washington vinha privilegiando esse instrumento de pressão econômica. O ataque americano contra Larak ocorreu poucos dias depois de os Estados Unidos anunciarem que haviam concluído uma operação de retirada de explosivos do estreito de Ormuz.

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Segundo Washington, a ação teve como objetivo impedir que o Irã instalasse novas minas marítimas na região. O governo americano afirma que forças iranianas representavam uma ameaça à navegação no estreito. O presidente dos EUA, Donald Trump, também declarou que os Estados Unidos têm “controle total” sobre Ormuz e chegou a afirmar que a passagem marítima seria território americano.

Horas depois da troca de ataques dos últimos dois dias, Trump voltou a elevar a tensão ao publicar em uma rede social uma mensagem sobre a ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo do Irã. O presidente americano afirmou que a ilha estava sendo “reduzida a pedaços” e publicou um vídeo com imagens de grandes explosões geradas por inteligência artificial.

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