ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Ibovespa recua pressionado por bancos, enquanto mercado acompanha cenário externo

Bolsa brasileira fecha em baixa de 0,98%, com ações do setor financeiro entre as maiores quedas; dólar perde força frente ao real em meio a fatores internos

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jul 2026, 17h50
Ibovespa recua pressionado por bancos, enquanto mercado acompanha cenário externo Priorizar nos meus resultados Google

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira, 6, em queda de 0,98%, aos 172 447 pontos, refletindo a realização de lucros e a pressão exercida pelas ações do setor bancário. Enquanto isso, em Nova York, os índices S&P 500 e Nasdaq mantiveram trajetória positiva, impulsionados, mais uma vez, pelo desempenho das empresas de semicondutores.

No mercado de câmbio, o dólar fechou em leve queda frente ao real, mesmo com a moeda americana registrando valorização diante de outras divisas no exterior. Já no mercado de renda fixa, as taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) seguiram em baixa, estendendo o movimento observado na última sexta-feira, apesar da alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano ao longo do dia.

Entre os papéis de maior peso do Ibovespa, os bancos concentraram as principais perdas. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 1,30%, seguidas por Itaú Unibanco (ITUB4), com queda de 1,17%. Bradesco (BBDC4) caiu 0,97%, enquanto Santander (SANB11) perdeu 0,52%.

Para Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, o comportamento do câmbio foi influenciado por fatores domésticos e internacionais. Segundo ele, o real encontrou suporte na valorização de commodities como soja e minério de ferro, além do recorde nas exportações brasileiras de carne, que ampliam o ingresso de dólares pela balança comercial. O dólar encerrou o pregão em 5,15 reais.

Continua após a publicidade

Ao mesmo tempo, indicadores mais fracos do setor de serviços nos Estados Unidos reforçaram a percepção de desaceleração da economia americana após o payroll de junho abaixo das expectativas, reduzindo as apostas de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve. “O petróleo, que chegou a recuar após a Opep+ anunciar aumento da produção em agosto, voltou a subir ao longo do dia diante das preocupações com possíveis restrições à navegação no Estreito de Ormuz, movimento que tende a favorecer moedas de países exportadores de commodities, como o real”, afirma.

Apesar desse cenário, Kayo ressalta que a valorização da moeda brasileira encontra limites. Segundo o economista, o fortalecimento global do dólar, em um movimento de ajuste após o feriado de 4 de julho nos Estados Unidos, e a cautela dos investidores diante da audiência do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) sobre práticas comerciais brasileiras continuam adicionando incerteza à relação entre os dois países e restringem uma queda mais expressiva da moeda americana.

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).