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Após recuo pela manhã, Ibovespa se recupera com Previdência e GPA

Índice fechou aos 100.723 pontos, com ligeira alta de 0,04%, e valorização expressiva do Grupo Pão de Açúcar

O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, que operou abaixo dos 100 mil pontos nesta quinta-feira, 27, após o adiamento da leitura e votação da complementação de voto do relator da reforma da Previdência, se recuperou e voltou ao patamar anterior. O índice fechou aos 100.723 pontos, com ligeira alta de 0,04%, com notícias mais positivas para o andamento da reforma da Previdência e disparada dos papéis do GPA. O volume de negócios foi de 14,6 bilhões de reais.

O dólar fechou em queda, conforme o mercado reduziu o prêmio de risco político relacionado à reforma da Previdência. O dólar recuou 0,36%, a 3,833 reais para venda. Mais cedo, a cotação havia subido 0,71% na máxima, acima de 3,87 reais.

O cronograma da reforma da Previdência continua sendo o principal ponto de influência no Brasil. A expectativa da reunião de Donald Trump com o presidente Xi Jinping no G20 foi o que deu fôlego para ativos de risco lá fora. “Também influenciou nos mercados locais, mas o noticiário político prevaleceu. As declarações do Rodrigo Maia [presidente da Câmara dos Deputados] de que haverá um esforço para tentar votar o relatório da reforma da Previdência nos próximos dias deram um alívio para os mercados”, explica Rafael Passos, analista da Guide Investimentos.

O movimento de recuperação da bolsa e recuo do dólar é clássico, segundo Passos. “Mas o front corporativo também influenciou. O fluxo foi bem forte com o Pão de Açúcar, com alta expressiva depois da conclusão da reestruturação societária”, diz Passos.