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Ibovespa recua 1,21% com escalada das tensões no Oriente Médio e pressão sobre ativos de risco

Alta do petróleo, fortalecimento do dólar e discurso mais duro do Federal Reserve ampliaram a aversão ao risco e derrubaram a bolsa brasileira

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jul 2026, 17h29
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O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira, 13, em queda de 1,21%, aos 175.739 pontos, pressionado pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela piora do ambiente externo. O avanço do petróleo, impulsionado por preocupações envolvendo o Estreito de Ormuz, elevou os temores de uma nova onda inflacionária global, enquanto declarações de dirigentes do Federal Reserve reforçaram a expectativa de juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo.

No câmbio, o dólar avançou frente ao real e encerrou o dia cotado em torno de 5,15 reais, refletindo o movimento global de busca por ativos considerados mais seguros. O fortalecimento da moeda norte-americana ocorreu apesar da revisão para baixo das expectativas de inflação no Boletim Focus, que acabou ficando em segundo plano diante da deterioração do cenário internacional.

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Entre os papéis de maior peso do índice, os bancos contribuíram para o desempenho negativo da bolsa. As ações do Santander (SANB11) recuaram 1,67%, seguidas por Itaú Unibanco (ITUB4), com queda de 1,24%. Banco do Brasil (BBAS3) perdeu 1,17%, enquanto Bradesco (BBDC4) caiu 0,27%.

Na avaliação de Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad, o principal vetor do mercado foi a forte aversão ao risco observada no exterior. “O dólar segue em forte alta frente ao real em um movimento impulsionado exclusivamente pela severa aversão ao risco global. A dinâmica cambial ignorou o arrefecimento das projeções de inflação no Boletim Focus, sendo atropelada pelo choque geopolítico envolvendo o Estreito de Ormuz. A ameaça de tarifação norte-americana sobre a rota marítima fez o petróleo disparar, alimentando temores imediatos de inflação global”, afirma o analista.

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Segundo ela, além da escalada geopolítica, o mercado também reagiu ao tom mais restritivo adotado por integrantes do Federal Reserve. “Os discursos reforçaram que choques energéticos e gargalos tecnológicos continuam pressionando os preços, provocando uma abertura expressiva da curva de juros nos Estados Unidos e fortalecendo o índice DXY. Diante desse cenário, os investidores buscaram ativos de maior liquidez, desmontando posições em mercados emergentes, como o Brasil, e migrando recursos para o mercado americano”, explica.

Com o aumento da percepção de risco, a sessão foi marcada por perdas generalizadas nos ativos domésticos. A combinação entre petróleo mais caro, dólar fortalecido e perspectiva de juros elevados nos Estados Unidos voltou a pressionar os mercados emergentes, enquanto os investidores seguem monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus potenciais impactos sobre a inflação global e a política monetária das principais economias.

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