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Ibovespa opera em queda, perde força após PPI dos EUA e segue pressionado pelo cenário fiscal brasileiro

Bolsa brasileira inicia a sessão aos 167,6 mil pontos, enquanto investidores avaliam inflação ao produtor americano e novas incertezas fiscais no Brasil

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 ago 2026, 11h25 | Atualizado em 13 ago 2026, 11h36
Ibovespa opera em queda, perde força após PPI dos EUA e segue pressionado pelo cenário fiscal brasileiro Priorizar nos meus resultados Google

O Ibovespa operava em queda na sessão desta quinta-feira, 13, aos 167 595 pontos, e perdeu força ao longo da manhã diante da combinação entre um cenário externo mais favorável e novas preocupações domésticas. Os investidores acompanham os efeitos do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos e, no Brasil, seguem atentos à situação fiscal e ao fluxo de capital estrangeiro.

O PPI americano ficou estável no período, abaixo da alta de 0,2% esperada pelo mercado. O resultado reduziu a pressão sobre a política monetária do Federal Reserve e, segundo Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, adiou de outubro para dezembro as apostas em uma possível elevação dos juros americanos.

Apesar do alívio vindo dos Estados Unidos, o Ibovespa não consegue sustentar uma alta mais firme. Para Lima, as incertezas fiscais e eleitorais no Brasil continuam limitando o desempenho dos ativos domésticos. “Embora o resultado do PPI tenda a favorecer mercados emergentes, no Brasil seu efeito foi neutralizado pelas incertezas fiscais e eleitorais”, avalia o analista.

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No mercado internacional, o petróleo devolve parte dos ganhos recentes. O Brent recua cerca de 2,3%, negociado próximo de 87 dólares por barril. Segundo Bruno Yamashita, Coordenador de Alocação e Inteligência da Avenue, os investidores continuam acompanhando as negociações envolvendo o Estreito de Ormuz e aguardam novos desdobramentos das conversas entre Irã e Estados Unidos. O tema permanece como um dos principais fatores de risco para a oferta global da commodity.

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Na avaliação de Yamashita, a divulgação do PPI era o principal evento da agenda econômica desta quinta-feira. Depois de o índice de preços ao consumidor (CPI) ter vindo em linha com as expectativas na quarta-feira, um resultado do PPI sem grandes surpresas tende a limitar a volatilidade dos ativos e reforçar a percepção de estabilidade para a política monetária do Federal Reserve.

No mercado doméstico, a aprovação do PLP 114 adicionou uma nova fonte de cautela entre os investidores. O projeto permite despesas e renúncias fiscais no curto prazo, incluindo gastos que ficam fora do limite do arcabouço fiscal.

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No câmbio, o dólar era negociado próximo de 5,18 reais, praticamente estável, apesar do resultado mais benigno do PPI americano. Para Lima, a inflação ao produtor abaixo do esperado reduz a pressão imediata por juros mais altos nos Estados Unidos e ajuda a limitar a valorização da moeda americana. No entanto, a saída de recursos da Bolsa e o aumento do prêmio de risco fiscal continuam sustentando a procura por proteção. “Com a Selic em 14%, o investidor pode manter exposição ao Brasil por meio da renda fixa, obtendo retorno elevado sem assumir a mesma volatilidade do mercado acionário”, afirma Lima.

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Na avaliação de Yamashita, o mercado brasileiro atravessa um período de ajuste após meses de valorização dos ativos domésticos, marcado por um dólar mais forte e um desempenho mais moderado da Bolsa. “É um momento em que o investidor está recalibrando posições, com maior cautela em relação ao Brasil diante do cenário fiscal e das incertezas externas”, afirma o analista.

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