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Ibovespa opera em queda com ressaca global de juros e reajuste do Bolsa Família

Alta de juros no Japão reforça fuga de capital de países emergentes

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 set 2026, 11h44
Ibovespa opera em queda com ressaca global de juros e reajuste do Bolsa Família Priorize VEJA no Google

O Ibovespa opera em queda nesta sexta-feira, 18, em meio à cautela dos investidores com o ciclo de alta dos juros globais. O Banco Central do Japão elevou a taxa básica de juros da economia para 1,25% ao ano, maior nível em 31 anos, reforçando, na avaliação de analistas, a perspectiva de saída de capital de países emergentes, como o Brasil. No cenário doméstico, o mercado também acompanha as questões fiscais relacionadas ao reajuste do Bolsa Família e o cenário eleitoral.

Por volta das 12h, o Ibovespa recuava 0,69%, aos 184.713,14 pontos. O dólar subia 0,59%, aos 5,16 reais. Felipe Sant’ana, especialista da Axia Investing, afirma que a alta dos juros no Japão reforça a perspectiva de um ciclo de aperto monetário global, o que pode favorecer a saída de capital de países emergentes.

“Esse é o principal motivo para a queda do Ibovespa hoje. Essa medida do Japão reforça ainda mais a alta de juros aplicada pelo Banco Central americano na última quarta-feira, que aponta para o encarecimento das moedas desenvolvidas, enquanto o Brasil passa por um ciclo de corte de juros”, explica Sant’ana.

Já Fábio Murad, consultor da Wiser Asset, afirma que o reajuste do Bolsa Família mantém o risco fiscal no radar. Segundo ele, o custo estimado sobe de 5,8 bilhões de reais em 2026 para cerca de 22 bilhões de reais em 2027, quase quatro vezes o impacto previsto para este ano.

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“A nova pesquisa eleitoral acrescenta volatilidade, mas seu recorte por faixa etária e a margem de erro mais ampla limitam conclusões mais definitivas”, explica.

Para o analista, nos próximos pregões, o desempenho do Ibovespa dependerá menos do corte de juros já realizado e mais da combinação entre trajetória fiscal, comportamento da curva de juros e desempenho das commodities.

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“Sem uma explicação convincente sobre a compensação dos novos gastos, a Bolsa pode continuar oscilando perto dos níveis atuais, com maior pressão sobre empresas domésticas e endividadas”, conclui.

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