Ibovespa fecha em estabilidade no 1º pregão do mês
Mercados operam de olho em desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que alivia preço do petróleo
O Ibovespa fechou no zero-a-zero nesta segunda-feira, 3, mantendo-se nos 178 mil pontos. No primeiro pregão de agosto, a bolsa de valores brasileira operou de olho na desvalorização do petróleo, fator que pressiona a Petrobras (PETR4), uma das companhias mais influentes do índice. Outro componente foi a Vale (VALE3), que, apesar do bom resultado operacional apresentado, tem peso sobre as ações devido à queda do minério de ferro.
O petróleo entra em foco após aumento das expectativas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã para acabar com a guerra no Oriente Médio. Segundo Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, a questão geopolítica internacional faz o preço do barril de petróleo brent cair cerca de 5%, para 83,5 dólares, e contribui para o rendimentos dos Treasuries, reduzindo parte das pressões inflacionárias globais.
No Brasil, a agenda econômica contou com a divulgação do Boletim Focus semanal. Economistas consultados pelo Banco Central reduziram as projeções para a inflação do país, que deve encerrar 2026 em 5,03%, ante as expectativas de 5,12% da semana anterior. O relatório também abaixou a expectativa de taxa Selic para o fim do ano para 13,75% ao ano.
Os papéis da Petrobras (PETR4) caíram 0,85% e os da Vale (VALE3), 2,15%. Entre as demais ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram majoritariamente no positivo. O Santander (SANB11) liderou os ganhos, com alta de 1,08%, seguido pelo Bradesco (BBDC4) e pelo Itaú (ITUB4) que avançaram 0,65%. O Banco do Brasil (BBAS3), por outro lado, teve desvalorização de 0,37%.
O dólar, por sua vez, encerrou em leve alta, cotado a 5,08 reais. “Como o Brasil é um importante exportador de petróleo, a queda severa no preço da commodity reduz a perspectiva de entrada de dólares no país, o que naturalmente pressiona o câmbio para cima”, explica Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:







