Ibovespa fecha em alta com alívio no exterior e avanço das ações de tecnologia
Índice avançou 1,27%, aos 172.828 pontos, acompanhando o bom humor dos mercados globais, enquanto o dólar recuou para 5,12 reais
O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira, 9, em alta de 1,27%, aos 172.828 pontos, recuperando parte das perdas acumuladas nos últimos dias. O movimento foi sustentado pela melhora do humor no exterior, pela valorização de ações ligadas a tecnologia e semicondutores em Nova York e pela redução das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã.
No mercado internacional, investidores reagiram positivamente à sinalização de Donald Trump de que o Irã estaria disposto a negociar um novo acordo. A leitura ajudou a reduzir parte da aversão ao risco observada na véspera, quando o avanço do conflito havia pressionado commodities e bolsas globais. O petróleo Brent recuava 2,74%, a 75,88 dólares, por volta das 17h.
No Brasil, o alívio externo favoreceu os ativos locais. O dólar encerrou o dia em queda de 0,57%, a 5,1209 reais, enquanto a bolsa teve alta disseminada entre os principais papéis do índice. A agenda econômica mais esvaziada e o feriado no Estado de São Paulo também contribuíram para um pregão de menor liquidez.
“O mercado brasileiro acompanhou o bom humor do exterior, com o forte desempenho das empresas de tecnologia, inteligência artificial e semicondutores. Também ajudou a declaração de Donald Trump de que o Irã quer voltar a negociar um acordo, o que melhorou a percepção dos investidores sobre o conflito”, afirma Ian Lopes, economista da Valor Investimentos.
Apesar da alta, Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing, avalia que o movimento ainda é insuficiente para indicar uma mudança de tendência. “É uma recuperação pontual, que não apaga as perdas dos últimos pregões. Olhando para um horizonte mais amplo, o Ibovespa continua em um processo de lateralidade, com uma tendência maior de queda do que de alta”, diz.
Os próximos pregões devem continuar influenciados pela evolução do conflito no Oriente Médio, pelo comportamento do petróleo e pela reação dos mercados globais a papéis de tecnologia e inteligência artificial.







