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Ibovespa fecha em alta após inflação dos EUA aliviar temor sobre juros

Movimento foi favorecido pela entrada de capital estrangeiro, enquanto o dólar recuou e o petróleo permaneceu pressionado pelo conflito no Oriente Médio

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jul 2026, 17h06 | Atualizado em 14 jul 2026, 17h20
Ibovespa fecha em alta após inflação dos EUA aliviar temor sobre juros Priorizar nos meus resultados Google

O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira, 14, em alta de 0,45%, aos 176.525 pontos, impulsionado pelo alívio trazido pelos dados de inflação dos Estados Unidos, que vieram melhores do que o esperado pelo mercado. O resultado reforçou a percepção de que o Federal Reserve poderá adotar uma postura menos rígida em relação aos juros, favorecendo ativos de risco e estimulando o retorno do fluxo de capital para mercados emergentes. O dólar fechou em queda de 1,23%, cotado a 5 reais.

O principal indicador do dia foi o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), que registrou deflação de 0,4% em junho, acima da expectativa do mercado, que projetava uma queda de 0,1%. O dado reduziu os temores de uma inflação persistente nos Estados Unidos e levou investidores a revisar as apostas para a trajetória da política monetária americana.

“O principal fator por trás da alta foi a divulgação da inflação americana, que veio melhor do que o esperado. A queda dos preços dos combustíveis, favorecida pelo arrefecimento do conflito no Oriente Médio durante parte de junho, ajudou a reduzir a inflação e melhorou o humor dos mercados”, afirma Renato Widmer, CIO e especialista da Aurum Wealth Management.

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Apesar da recuperação das bolsas, o cenário geopolítico permaneceu no radar dos investidores. Os preços do petróleo continuaram pressionados pelas incertezas envolvendo o conflito entre Estados Unidos e Irã e pela situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte da commodity. Ao longo do dia, o presidente americano, Donald Trump, recuou da proposta de impor uma tarifa de 20% sobre cargas que cruzassem a passagem, mas a tensão na região segue alimentando preocupações sobre a oferta global de petróleo.

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No mercado doméstico, o ambiente externo mais favorável ajudou a sustentar a valorização dos ativos brasileiros. A queda do dólar e a melhora das perspectivas para os juros nos Estados Unidos favoreceram a entrada de recursos estrangeiros na bolsa, compensando parte da cautela provocada pelo cenário geopolítico.

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 “Esse cenário reforça uma perspectiva mais otimista para os juros daqui para frente. Ainda há fatores de volatilidade, como as discussões sobre tarifas, as eleições e o conflito no Estreito de Ormuz, mas o mercado encontrou um ambiente mais favorável para a entrada de recursos”, diz Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos.

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