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Ibovespa dispara e supera 190 mil pontos no último pregão antes das eleições

Índice encerrou a sessão em alta de 2,46%, impulsionado pelo cenário externo favorável e pela valorização de ações de grandes empresas

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 out 2026, 17h19
Ibovespa dispara e supera 190 mil pontos no último pregão antes das eleições Priorize VEJA no Google

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o último pregão antes do primeiro turno das eleições presidenciais em forte alta. Após uma sessão marcada por oscilações, o indicador avançou 2,46%, aos 191.797 pontos. Trata-se do maior nível desde o dia 22 de abril. A trajetória do índice ao longo do dia foi marcada por mudanças de direção. Depois de registrar valorização de até 1,4% durante a manhã, o Ibovespa perdeu força e chegou a recuar para 186.144 pontos. A proximidade da votação presidencial, marcada para domingo, 4, contribuiu para aumentar a cautela dos investidores. O cenário, porém, mudou na reta final do pregão, quando o indicador recuperou terreno e encerrou acima dos 190 mil pontos.

Parte do impulso veio do exterior. Os mercados internacionais receberam positivamente os dados divulgados nesta sexta-feira, 2, sobre o emprego nos Estados Unidos, que mostraram uma criação de vagas inferior à esperada. Foram abertos 29 mil postos de trabalho em setembro, diante de uma projeção de 90 mil feita por economistas. A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em 4,2%, acima da estimativa de 4,1%.

A divulgação reforçou a percepção de que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, poderá manter uma política monetária menos restritiva. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos recuaram após a divulgação dos números, movimento que tende a favorecer mercados emergentes ao tornar seus ativos relativamente mais atrativos para investidores internacionais.

No Brasil, o avanço foi disseminado entre as principais empresas listadas na bolsa. As ações da Petrobras, que chegaram a apresentar desempenho negativo durante o pregão, inverteram o sinal e fecharam em forte alta de 2,77%. A recuperação do preço do petróleo no mercado internacional contribuiu para o movimento, assim como a divulgação de novas descobertas de petróleo pela companhia na Margem Equatorial.

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Os papéis do Banco do Brasil (+3%) e do Bradesco (+3,5%) também estiveram entre os destaques positivos, enquanto a Vale (+2,18%) registrou ganhos menos expressivos.

Outro fator que pode ter contribuído para a aceleração dos ganhos foi o fechamento de posições vendidas. Investidores que operam apostando na queda de determinados papéis precisam recomprar esses ativos quando decidem encerrar suas apostas. Em momentos de recuperação da bolsa, essas operações podem ampliar a demanda por ações e reforçar o movimento de alta.

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No mercado de câmbio, o dólar comercial praticamente não se alterou em relação ao real e terminou cotado a 5,22 reais. O petróleo Brent, referência internacional para a commodity, também apresentou pouca variação no acumulado do dia, permanecendo nos 102 dólares por barril.

A valorização da bolsa ocorre em um momento de atenção redobrada ao cenário político brasileiro. Com a votação do primeiro turno neste domingo, os investidores também acompanham as perspectivas para a formação do Congresso Nacional e as possíveis diretrizes econômicas do próximo governo. As sinalizações relacionadas à política fiscal devem estar entre os elementos observados pelo mercado na retomada das negociações, na segunda-feira.

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Na quinta-feira, 1º, o Datafolha divulgou pesquisa que apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno, ante 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os candidatos permanecem tecnicamente empatados. No levantamento anterior, Lula tinha 47%, enquanto Flávio registrava 45%.

Na simulação de primeiro turno, Lula aparece com 42%, contra 38% de Flávio Bolsonaro. O terceiro colocado é Augusto Cury (Avante), com 4%.

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