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Ibovespa dispara 2% após dados do PIB e salto da Petrobras

Desaceleração da economia favorece queda de juros, o que impulsiona os ativos de risco como as ações

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 set 2026, 11h39
Ibovespa dispara 2% após dados do PIB e salto da Petrobras Priorizar nos meus resultados Google

O Ibovespa opera em alta nesta terça-feira, 1º, impulsionado pela desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, que reforça a expectativa de novos cortes na Selic. As ações da Petrobras também sustentam o índice, favorecidas pela alta do petróleo no mercado internacional em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã. A estatal ainda anunciou um reajuste de 13,9% no preço do querosene de aviação (QAV).

Por volta das 11h30, o Ibovespa subia 1,92%, aos 180.817,62 pontos. O dólar recuava 0,77%, aos 5,14 reais. No mercado de juros, os contratos futuros indicam uma redução de 0,5 ponto percentual da Selic até abril de 2027. O DI com vencimento em 1º de abril do próximo ano operava em 13,58%, queda de 0,22 ponto percentual.

A expectativa de juros menores favorece ativos de risco, como as ações. O movimento ganhou força após o IBGE divulgar que o PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores.

O resultado ficou acima da expectativa do mercado, cuja mediana das projeções compiladas pelo Broadcast apontava para avanço de 0,4%. A alta foi puxada principalmente pela agropecuária, que cresceu 2,8% no período. Os setores de serviços e indústria também avançaram, 0,2% e 0,1%, respectivamente.

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Apesar do crescimento, o resultado mostra uma perda de ritmo da economia brasileira. No primeiro trimestre, o PIB havia avançado 1,1% na comparação com os três meses anteriores. A desaceleração ocorre em um ambiente de juros elevados, com a Selic entre 14,75% e 14% ao ano no segundo trimestre, o que tende a pressionar a atividade econômica.

Para Claudia Moreno, economista do C6 Bank, o mercado de trabalho aquecido e as medidas de estímulo ao crédito adotadas pelo governo ajudam a sustentar a atividade mesmo diante dos juros elevados.

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“Esse conjunto de fatores tem evitado uma perda de fôlego mais intensa e mantido o PIB em alta, ainda que em ritmo mais moderado”, afirma.

Para os próximos trimestres, a economista espera uma continuidade da desaceleração, à medida que os efeitos da política monetária restritiva se intensifiquem. “A Selic deve permanecer em patamar restritivo, na casa dos dois dígitos, por algum tempo, contribuindo para essa desaceleração gradual da atividade”, diz Moreno.

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Ainda assim, a perspectiva de queda dos juros futuros traz alívio para os ativos de risco e ajuda a sustentar o Ibovespa nesta terça-feira.

Petrobras também puxa o índice

A Petrobras é outro destaque positivo do pregão. Segundo Gustavo Assis, CEO da Asset, a alta do petróleo no mercado internacional favorece as empresas do setor, que têm peso relevante no Ibovespa. A estatal também anunciou nesta terça-feira um reajuste de 13,9% no preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. O aumento equivale a 68 centavos por litro.

Com o novo reajuste, o preço do QAV acumula alta de 53,3% em 2026, equivalente a 1,94 real por litro em relação ao valor vigente em dezembro de 2025. Diante desse cenário, as ações da Petrobras avançavam 2,47%, aos 46,13 reais, ajudando a sustentar a alta do principal índice da Bolsa brasileira.

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