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Ibovespa diminui ganhos após anúncio de aumento de imposto sobre bancos

Mercado americano fechou em forte alta, mas ações brasileiras não conseguiram acompanhar os movimentos

Por Luisa Purchio 1 mar 2021, 19h30

Após as fortes baixas da semana passada, as bolsas brasileiras iniciaram março em leve alta. O Ibovespa chegou a bater 112,2 mil pontos, puxado principalmente pelo mercado americano, mas perdeu os ganhos e encerrou em 110.334,83 mil pontos, alta de apenas 0,27%, nesta segunda-feira, 1º. A diminuição da velocidade dos ganhos ocorreu após o governo anunciar o aumento da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), imposto pago pelos bancos, de 15% para 20%. O objetivo é compensar a redução dos impostos do diesel e do gás de cozinha.

As bolsas brasileiras não conseguiram acompanhar o otimismo do mercado americano devido à queda nas ações dos bancos e aos riscos domésticos. A expectativa de aprovação de um novo auxílio emergencial já vinha afugentando os investidores ao longo do pregão, por aumentar ainda mais o risco fiscal do país, mas ao final do dia foi a notícia do aumento do CSLL que pesou. O dólar fechou no zero a zero, em queda de 0,07%, a 5,6008 reais.

Os papeis do banco Itaú caíram 3,05% (ITUB4), enquanto a holding Itausa (ITSA4) teve retração de 3,32%. O Banco do Brasil, por sua vez, encerrou em queda de 0,68%. Sobre a estatal pesa os rumores da saída do presidente André Brandão devido a desentendimentos com Bolsonaro. A demissão do presidente da Petrobras também continuou derrubando os papeis da petroleira, em -1,08% para PETR4 e -0,63% para PETR3.  Entre as maiores baixas, também estão Cielo (CIEL3) e a holding Hypera, com queda de -5,56% e 4,55%, respectivamente.

A principal empresa de destaque no dia foi a Sendas (ASAI3), que abriu o seu capital nesta segunda-feira após cisão do Grupo Pão de Açúcar. A subsidiária dona da atacarejo Assai teve alta de 387% e fechou a 71,53 reais. Do outro lado da gangorra, esteve o Pão de Açúcar, que fechou em queda de 71,95%, em 23,28 reais (PCAR3). Apesar de aguda, esta equalização dos ativos das empresas já era esperada após a separação das ações.

A segunda maior alta ocorreu com a Hapvida, de 5,29%, para 16,32 reais, após a fusão com o Grupo NotreDame Intermédica (GNDI). Atraindo os desistentes da Petrobras, a Petrorio (PRIO3) também se destacou no pregão, com alta de 5,53%, a 88,23 reais.

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