Ibovespa desvaloriza mais de 1% após tarifaço dos EUA a produtos brasileiros
Mercados operam sob forte aversão ao risco após confirmação de mais tarifas impostas pelos EUA ao Brasil
O Ibovespa desvalorizou 1,24% nesta quinta-feira, 16, recuando para os 173,8 mil pontos. O mercado financeiro brasileiro operou sob forte aversão ao risco, reagindo de forma contundente à oficialização de uma nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos contra itens nacionais.
Na véspera, o representante comercial americano, Jamieson Greer, confirmou a decisão do governo dos EUA de impor uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos brasileiros, que entrará em vigor no dia 22 de julho. A lista tem mais de 800 itens, entre eles minerais críticos, suco de laranja, carnes, café e componentes de aeronaves. A íntegra e os produtos isentos constam nesta reportagem.
Em resposta, o governo brasileiro anunciou que iniciará imediatamente os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade e retomará o caso na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram majoritariamente no negativo. O Itaú (ITUB4) liderou as perdas, com baixa de 1,37%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que recuou 1,02%, e pelo Santander (SANB11), que caiu 0,63%. O Banco do Brasil (BBAS3), por outro lado, subiu 1,02%.
“O cenário de incerteza comercial e diplomática impulsionou a busca por proteção cambial, fazendo o dólar registrar um movimento firme de alta”, afirma Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad. A moeda americana teve alta de 0,43% e ficou cotada a quase 5,10 reais.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:







