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Ibovespa desvaloriza com dados de inflação nos EUA e no Brasil

Mercados operam de olho em divulgação de CPI e IPCA

Por Leticia Yamakami Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 set 2026, 17h45
Ibovespa desvaloriza com dados de inflação nos EUA e no Brasil Priorize VEJA no Google

O Ibovespa teve desvalorização de 0,56% nesta sexta-feira, 11, recuando para os 187,2 mil pontos. Hoje, a bolsa de valores brasileira operou de olho na divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos e no Brasil.

Nos EUA, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) avançou 0,4% em agosto, após alta de 0,1% em julho, pressionado principalmente pelos preços da gasolina. Em 12 meses, a inflação ficou em 3,4%, mesmo patamar registrado no período encerrado em julho. O núcleo subiu 0,3%. O resultado veio em linha com o esperado no índice cheio, mas acima do consenso no núcleo, e reforça que o processo de desinflação no país segue lento e ainda distante da meta de 2%.

“A leitura chega em um momento sensível, já que o mercado vinha elevando as apostas em uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima reunião, depois de o payroll de agosto vir muito acima do esperado”, afirma Vitor Kayo, economista sênior na Nomad. “O núcleo do CPI acima do consenso tende a reforçar ainda mais essa precificação.”

Na agenda econômica brasileira, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, registrou queda de 0,32% em agosto, puxado principalmente pela redução na conta de luz, além da queda nos preços dos alimentos e dos transportes. Para Kayo, o dado reforça o processo de deflação em curso e é mais um sinal a favor do diagnóstico do Banco Central, que já via uma trajetória de desaceleração da atividade ao longo do ano.

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Portanto, o resultado não deve alterar as apostas para a decisão do Copom nos dias 15 e 16 de setembro, com a ampla maioria do mercado esperando um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, para 13,75%.

Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram majoritariamente no positivo. O Santander (SANB11) liderou os ganhos, com alta de 2,34%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que avançou 0,90% e pelo Bradesco (BBDC4), que subiu 0,60%. O Banco do Brasil (BBAS3) nadou em direção contrária e teve desvalorização de 1,36%.

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O dólar, por sua vez, encerrou em alta e ficou cotado a 5,12 reais.

Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:

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