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Ibovespa descola de riscos locais e encerra 5° pregão consecutivo em alta

O índice tem sido impulsionado pela melhora das expectativas no cenário externo

Por Luana Zanobia Atualizado em 10 jan 2023, 22h18 - Publicado em 10 jan 2023, 18h38

Os ataques golpistas de apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro não causaram o impacto negativo que o mercado temia na bolsa brasileira. O Ibovespa encerra o pregão com alta de 1,51%, aos 110 mil pontos, acumulando a quinta alta consecutiva.

O índice tem sido impulsionado pela melhora das expectativas no cenário externo com a perspectiva de uma elevação menos agressiva nos juros americanos, a desaceleração da inflação na Europa e na reabertura da China. O Ibovespa foi puxado hoje pelas empresas mineradoras, com Vale entre as mais negociadas, que voltam a se valorizar com a expectativa de maior demanda na China. Bancos, petroleiras e varejistas também puxam a alta desta terça-feira, 10.

Os dados de inflação também pouco alteram as negociações do mercado. A inflação do país encerrou o ano de 2022 em 5,7% e veio acima da expectativa do mercado e fora da meta estipulada pelo Banco Central de 3,5%. O dado rebateu no Ibovespa no início do pregão, mas o índice se recuperou ao longo do dia. “Depois da divulgação de um IPCA um pouco acima do esperado pela manhã, vimos um mercado com apetite para risco, com forte alta da bolsa e recuo do dólar”, avalia Felipe Steiman, da B&T Câmbio.

O dólar fechou o dia com queda de 1,04% cotado a 5,20 reais, com os mercados externos ainda cautelosos quanto à magnitude de elevação nos juros pelo baco central norte-americano, o Federal Reserve (Fed). O mercado esperava algumas sinalizações do presidente do Fed nesta terça-feira durante a participação de um evento, mas ele não deu indicações.  “Após a fala de Powell com poucas sinalizações, começamos a ver a bolsa engrenando uma alta, um pouco mais forte do que em outras economias globais, inclusive, com a queda dos juros futuros”, diz Apolo Duarte, sócio e chefe da mesa de renda variável da AVG Capital.

Sobre o dólar, o especialista diz que a moeda não sofreu pressão diante dos acontecimentos do último domingo, sendo esse o quinto pregão de queda da moeda. “Não temos visto uma percepção de aumento de risco grande por parte do investidor. Não é algo que deixa o investidor confortável, mas o fato de termos tido ação rápida após o evento de domingo foi muito positivo. Estamos vendo o investidor cauteloso, mas não vimos stress no dólar ou curva de juros por conta do que aconteceu no fim de semana”, avalia.

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