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Ibovespa cai quase 1% de olho em alta do petróleo, que atingiu US$ 100

Mercados operam de olho em ambiente geopolítico externo, que ganha nova tensão no Oriente Médio

Por Leticia Yamakami Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 set 2026, 17h29 | Atualizado em 9 set 2026, 17h38
Ibovespa cai quase 1% de olho em alta do petróleo, que atingiu US$ 100 Priorize VEJA no Google

O Ibovespa teve desvalorização de 0,93% nesta quarta-feira, 9, recuando para os 185,6 mil pontos. Hoje, a bolsa de valores brasileira operou de olho principalmente no cenário internacional, que contou com valorização do preço do petróleo, juro futuro americano encostando nas máximas e expectativas de alta nos juros por parte do banco central americano, o Federal Reserve (Fed). 

O agravamento da guerra no Oriente Médio ganhou continuação com os ataques dos houthis, apoiados pelo Irã, nas instalações sauditas de petróleo e energia. “Acredito que esse novo capítulo coloca em xeque os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que vinha sendo uma rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Com isso, o petróleo rompeu a barreira dos 100 dólares pela primeira vez desde o mês de julho”, explica Augusto Parente, especialista em investimentos e fundador da AW Capital

A alta da commodity eleva as preocupações com uma maior inflação ao redor do mundo, impactando diretamente essa possibilidade de alta de juros nos Estados Unidos na reunião de setembro do Fed. Além disso, a influência é direta nos papéis da Petrobras (PETR4), uma das companhias mais influentes para os negócios, que subiram quase 1%.

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Entre as demais ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram no negativo. O Bradesco (BBDC4) liderou as perdas, com baixa de 2,36%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que recuou 1,98% e pelo Banco do Brasil (BBAS3), que caiu 1,86%. O Santander (SANB11) teve desvalorização de 1,41%.

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O dólar, por sua vez, encerrou em alta e ficou cotado a 5,10 reais, com o contexto geopolítico no radar. Parte do movimento também reflete um ajuste técnico depois da forte queda recente da moeda americana em relação ao real. “A proximidade das eleições no Brasil segue no radar dos investidores como fonte de incerteza, o que ajuda a conter um avanço ainda maior do dólar”, afirma Vitor Kayo, economista sênior na Nomad. 

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Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:

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